Riscos ao abordar os vendedores
Para o coordenador de Fiscalização de Postura e Comunicação Visual da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), Wilson Galvão, os fiscais correm riscos ao abordar os ambulantes. "Temos fiscalizado e recolhido o material conforme a disponibilidade da Guarda Municipal para acompanhar a gente", apontou. O problema, destaca, é que "alguns ambulantes têm sido agressivos durante a abordagem dos fiscais". "Não são todos os casos, mas temos que ir preparados para o que pode acontecer. Neste ano tivemos dois casos em que a resposta foi agressiva e tivemos que conduzir o ambulante para a delegacia", relatou.
Galvão revela que é feito um trabalho de orientação para que o ambulante migre para produtos autorizados, mas muitos insistem em comercializar cigarros, DVD e produtos industrializados, entre outros itens proibidos pelo Código de Posturas. Outra dificuldade é que muitos optam por permanecer apenas na área central. "É uma área em que existem muitos congêneres e dificulta a autorização de trabalho por lá. Em bairros mais afastados existe uma probabilidade maior de se obter essa autorização", orientou.
"Nós vamos orientando, mas no caso daqueles que não saem do local e nem providenciam a regularização, a fiscalização realiza a apreensão da mercadoria. De julho para cá, quando assumi o cargo, realizamos entre 60 e 70 apreensões, das quais 15 nos últimos 60 dias", calculou. "Conseguir autorização para a comercialização de frutas de época são fáceis de obter, bem como os casos de ambulantes que comercializam redes." O setor de fiscalização trabalha em dois turnos, com uma equipe de 12 agentes.(V.O.)





