Londrina - Grelhas de galerias pluviais danificadas tem causado transtornos para motoristas, pedestres e moradores. Como são instaladas nas vias perpendicularmente às sarjetas, os carros precisam passar obrigatoriamente sobre elas. No entanto, o fluxo constante de veículos faz com que as caixas de concreto onde as grelhas se apoiam sejam danificadas e também faz com que os vergalhões de aço se soltem, formando perigosos buracos. As peças soltas também geram riscos por serem de metal e podem ser projetadas contra pedestres.
O porteiro Valdinei Tiossi, de 38 anos, trabalha na Rua Jonatas Serrano, no Jardim Los Angeles (área central de Londrina), onde está instalada uma dessas grelhas. Ele observa que a cada veículo de grande porte que passa pela via, as janelas da residência onde trabalha trepida. "Quando comecei a trabalhar aqui, há seis anos, a grelha já estava danificada, mas nunca ninguém fez nada para consertar", destacou, explicando que também há vários casos de pneus estourados. "O último deles aconteceu na semana passada."
Um dos motoristas que teve prejuízo com o pneu furado é o servidor público aposentado, Antônio Massaini de Oliveira, de 73. "A prefeitura não pode deixar isso como está. E se eu perdesse o controle de meu carro por causa do pneu estourado? Poderia acontecer um acidente grave", alertou.
Na mesma via, próxima ao cruzamento com a Rua José Oiticica, está outra grelha danificada. A professora aposentada Ana Martins Ribeiro, de 60, afirmou que sua casa apresenta várias trincas e fissuras geradas pela vibração do impacto dos caminhões e ônibus no buraco da grelha danificada. "Com a quebra da caixa de concreto é evidente que a grelha ficou toda irregular e isso faz com que os veículos sofram o impacto do desnível e é isso que faz com que minha casa vibre." Ela disse que já reclamou do problema para a prefeitura mais de uma vez, mas ninguém tomou providências.
Para piorar a situação, muitas grelhas estão entupidas por folhas e galhos secos. Quando chove e a rua fica alagada, os condutores mal conseguem enxergar o que há sob a água e correm riscos ainda maiores de sofrer um acidente. A professora Maria das Graças Andrade, de 64, confirmou que a grelha não tem absorvido a água, que chega a invadir sua casa em dias de chuva forte.
O problema também é sentido pelos motoristas que circulam pela via. Muitos deles temem que o carro seja danificado ao passar pelas grelhas danificadas.

Recape
Na Rua Gumercindo Saraiva, esquina com a Rua Sena Martins, na área central, uma grelha foi reformada há um ano porque os vergalhões tinham se soltado. Agora, o problema é outro. Os sucessivos recapes asfálticos realizados na Sena Martins criaram um desnível entre a grelha e a via. A caixa Natália Gonçalves, de 22, relatou que sempre raspa a parte inferior do veículo. "Isso acontece todas as vezes que passamos com o carro por lá. E tem gente que não conhece a rua e tenta descer como se fosse uma via asfaltada comum. Acabam batendo o carro com tudo e muitas vezes freiam bem mais adiante", revelou.
O jardineiro aposentado José Aparecido dos Santos Pereira, de 59, mora na Gumercindo Saraiva e afirmou que passar de carro onde está instalada a grelha está a cada dia mais difícil. "Meu medo é que um motorista que não conheça esse desnível perca o controle do carro e acabe batendo no muro de minha casa", disse.
O diretor de pavimentação da Secretaria Municipal de Obras, Maick Fabian P. Ribeiro, afirmou que irá passar pelos locais para avaliar os problemas e realizar o conserto.

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