Risco extremo de incêndio ambiental
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 19 de setembro de 2008
Wilhan Santin<br>Equipe da Folha 
Londrina - Nesta semana, as lentes do repórter fotográfico João Mario Goes, da FOLHA, registraram o desespero de homens do campo, revirando a terra com tratores, para evitar que o fogo se alastrasse e chegasse a uma plantação de trigo. A cena do incêndio consumindo a palha seca de uma área onde já havia acontecido a colheita e indo na direção da parte ainda em pé da lavoura é triste.
Triste também são as estatísticas do Corpo de Bombeiros do Paraná, que registram, todos os meses, centenas de chamados para atender casos de incêndios ambientais no Estado. De acordo com o tenente Leonardo Mendes dos Santos, do setor de Comunicação Social dos bombeiros, as regiões de Maringá e Londrina são as campeãs de ocorrências.
''Isso prova que nas áreas onde a agricultura é mais intensa acontece um número maior de incêndios ambientais. Também constatamos que a causa, na grande maioria das vezes, é resultado da ação do homem, que se utiliza do fogo para fazer a limpeza de terreno, joga bitucas de cigarros em locais impróprios ou faz fogo por fazer'', comenta o tenente.
Outros casos
De acordo com as estatísticas dos bombeiros, no mês de setembro já foram registrados 751 casos de incêndios ambientais no Paraná. Só em Londrina foram 54 casos.
De acordo com o meteorologista Reinaldo Kneib, do Instituto Tecnológico Simepar, no mês de setembro foram registradas chuvas em Londrina apenas no último final de semana. ''Isso contribui para que a terra fique seca e aconteçam mais queimadas'', destacou Kneib.
O Simepar aponta que atualmente há risco extremo de incêndio para as cidades de Ponta Grossa, Curitiba, Telêmaco Borba e Guaíra. Londrina e Maringá têm risco elevado.


