Curitiba - Desde o dia 21 de maio não chove significativamente em Curitiba e Região Metropolitana. A consequência é que já começam a aumentar os casos de incêndio. Só na tarde do último domingo, a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros atenderam nove casos de incêndios em terrenos baldios e áreas de campo. As autoridades ainda não sabiam as causas, mas acreditavam ter sido a seca que assola a região.
Pelo menos dois incêndios tiveram grandes proporções. No município de Piraquara, cerca de 15 mil quilômetros quadrados de campo queimaram na Vila Macedo, por volta das 14h30. Em Araucária, o fogo começou às 13 horas e atingiu 10 mil metros quadrados de uma área no bairro Seminário.
Incêndios menores ocorreram no bairro Gralha Azul no município de Fazenda Rio Grande, no Parque São Jorge em Almirante Tamandaré e no Jardim Paulista em Campina Grande do Sul. No município de Pinhais aconteceram dois princípios de incêndio: às 12 horas no bairro Emiliano Perneta e às 15h40 na Vila Amélia. Na Capital, também houve dois focos de incêndio de pequenas proporções: na Vila Augusta e Pilarzinho.
Segundo o meteorologista Fernando Mendonça Mendes, do Sistema Meteorológico do Paraná (Simepar), do dia 21 de maio até ontem, a única ocorrência de chuva foi no dia 31 de maio, mas apenas 2 milímetros, o que é insignificante. Para hoje há previsão de chuva, mas de pouca intensidade. A partir de amanhã as temperaturas devem cair, atingindo a casa dos 8 graus.
Para o tenente do Corpo de Bombeiros de Curitiba, Manoel Vasco de Figueiredo Júnior, a situação só não está pior porque ainda não esfriou na região. ‘‘Os incêndios maiores normalmente acontecem depois das geadas, quando o capim fica queimado e seco’’, lembrou.
O Corpo de Bombeiros faz um alerta especial para os que gostam de soltar balões nesta época do ano, lembrando que a brincadeira pode acabar em tragédia.

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