Da Sucursal

Kraw PenasO síndico Fernando Simas Filho, do Tijucas, aponta quadro de fios aquecidos

Quem disputa um espaço para tomar um cafezinho na Boca Maldita, local frequentado pelos ‘‘cavalheiros’’ curitibanos, não imagina que o sistema elétrico do Edifício Tijucas, construído ali bem próximo, esteja todo comprometido sujeito a incêndio de grande proporção. Outro prédio tão frequentado na vizinhança está com os mesmos problemas. É o Edifício Asa, na Praça Osório, 501.
Preocupados com as condições de segurança, o síndico, Fernando Simas Filho e os conselheiros da administração do Edifício Tijucas encaminharam um pedido de vistoria à Copel. Ficaram constatadas irregularidades nos disjuntores termomagnéticos que estão subdimensionados e soltos, e a fiação emendada e também subdimensionada. ‘‘A execução de um projeto elétrico urgente está em andamento’’, esclarece o síndico.
Um argumento usado por ele para convencer os condôminos da reforma foi lembrá-los de que fevereiro foi marcado por dois incêndios trágicos: dos edifícios Andraus e Joelma, em São Paulo. ‘‘A causa foi o aumento da temperatura ambiente e dos fios’’, recorda o síndico.
Ele garantiu que o projeto elétrico do bloco comercial está pronto e falta apenas apurar alguns preços de material. A obra de reforma deve começar em um mês e ficar pronta em 60 dias. ‘‘A casa de força está com fios derretidos e realmente oferece perigo. Seremos orientados por técnicos da Copel, para identificar os ‘‘gatos’’ - ligações clandestinas de energia - e manter as medidas de segurança’’, confirmou Simas Filho.
Edifício AsaSegundo o síndico do Edifício Asa, Floriano Fabris Zarur, as reformas sempre existiram em pequenas escalas. A administração faz consertos praticamente todos os dias. A fiação é antiga e os canos de ferro. ‘‘Algumas partes enferrujam e ficam completamente entupidas, temos que ir fazendo remendos.’’
A reforma do sistema elétrico usará barras blindadas ao invés de fios. O telhado já passou por reparos, bem como uma parte do sistema hidráulico e de energia elétrica. Em um ano o prédio deve ficar em ordem.
Outro fato que também pode ser lembrado para alertar sobre a segurança dos prédios antigos é o incêndio ocorrido no dia 7 de novembro de 1995 em três prédios da Rua XV de Novembro (números 449, 451 e 457) e que até hoje não foram recuperados. Apenas o prédio onde funciona a Loja San Remo, menos atingida pelo fogo, voltou a funcionar. No local ninguém soube informar porque os prédios ainda não foram restaurados. A prefeitura havia dado um prazo de 30 dias paras as reformas necessárias que ficariam a cargo dos proprietários dos imóveis.

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