Risco de greve deixa população em alerta
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sábado, 18 de julho de 2009
Caroline Vicentini<br> Reportagem Local 
Faltar ao trabalho, contar com a solidariedade de quem é motorizado, utilizar transporte alternativo, como mototáxi. Os usuários do transporte coletivo de Londrina já começam a pensar em opções de locomoção para chegar ao trabalho diante da possibilidade de uma greve de motoristas e cobradores de ônibus já nas primeiras horas de amanhã. Será impossível ir ao tra-balho, afirma a secretária Cristiane Marcelino, moradora do Jardim Paraíso (Zona Norte), que utiliza o transporte coletivo diariamente para se deslocar até o centro.
O porteiro Hélio dos Santos, por sua vez, já calcula o prejuízo com o pagamento de mototáxi para ele e a esposa. Trabalho à noite e, dia sim, dia não, utilizo o ônibus para ir de casa até o trabalho. Poucos ônibus circulam neste período. Se a greve for deflagrada a situação vai piorar, conclui o porteiro.
Segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Transporte Coletivo em Londrina e Região (Sinttrol), João Batista da Silva, a categoria decide pela paralisação ou não das atividades já nas primeiras horas da manhã. Às quatro horas chegam os primeiros trabalhadores e vamos colocar a nossa preocupação jurídica, social e criminal com a greve, informou.
A categoria reivindica reposição salarial de 10%. A data-base é junho, mas a negociação está emperrada em razão da indefinição do aumento ou não da tarifa por parte do Município, embora o presidente do Sinttrol não condicione uma coisa à outra. Estão politizando o assunto. A questão está indo longe demais e não afeta apenas o sindicato, mas o serviço como um todo, afirma.
O valor atual da passagem é de R$ 2 valor reajustado em oito de janeiro de 2006 mas o relatório parcial da CEI apontou que a tarifa poderia ser de R$ 1,99 ou seja, não haveria reajuste. Já o estudo da planilha realizada pela Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) indica um valor de R$ 2,22 para a tarifa. No final do ano passado, o ex-prefeito Nedson Micheleti (PT) assinou decreto aumentando para R$ 2,25, o que foi suspenso pela Justiça.
O sindicato que representa as empresas do transporte coletivo em Londrina (Metrolon) estuda o ingresso de um interdito proibitório na Justiça Cível, mas apenas em caso de paralisação dos serviços. Em uma situação destas o primeiro prejudicado é o usuário, que terá dificuldade em cumprir horários; em segundo, as empresas onde estas pessoas trabalham; em terceiro, as empresas que operam o transporte coletivo; o único que não teria prejuízo seria o sindicato, argumenta o presidente do Metrolon, Gildalmo Mendonça.
O presidente do Sinttrol garantiu que caso a paralisação aconteça de fato na segunda irá cumprir a lei da greve, que determina um mínimo de frota (30% nos horários de pico) na ativa. Mais de 150 mil usuários utilizam diariamente o transporte coletivo na cidade. Temos tabela de horários e tentaremos adequá-la. Manter 30% da frota em horário de pico é caótico; não resolve o problema, critica o coordenador de transporte coletivo da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização
(CMTU), Wilson de Jesus.


