Risco de explosão em prédio obriga retirada de famílias
Um dos prédios que teve a sua garagem praticamente tomada pelas águas da chuva de domingo foi o Edifício Residencial Conrado Riedel, na Avenida Cândido de Abreu, no Centro Cívico. No momento da enxurrada, 40 carros estavam estacionados no local. Mas o problema foi ainda pior porque as 128 famílias que moram no prédio precisaram ser retiradas ontem. A medida foi tomada por causa do perigo de explosão. As águas avançaram sobre dois transformadores de alta tensão, cobriram a casa de máquinas, os 80 cilindros de gás e a central telefônica.
O trabalho de escoamento da água, feito com o acompanhamento dos bombeiros e da Defesa Civil, teve início ainda no final da tarde de domingo, e a previsão é de que termine apenas hoje pela manhã. Mas enquanto não estiver concluído, as famílias continuam impossibilitadas de voltar para casa, porque o prédio precisa passar por uma avaliação de infra-estrutura. A pressão da água pode ter abalado as colunas de sustentação.
Desolado, o economista Paulo Barucci, tentava ver o seu carro por uma das entradas de luz da garagem. Mas só conseguiu ver mesmo o teto do Apollo 92, sem seguro.
Na mesma rua, mais dois prédios também tiveram suas garagens inundadas.
Boa Vista - No bairro da Boa Vista, outro prédio, o Enrico Primeiro, teve o mesmo problema. Localizado ao lado de uma construção, ele teve o muro da garagem rompido, o que fez com que a água cobrisse dez carros. Os moradores atribuem a culpa à Construtora Pianowski, que na construção do Condomínio Porto Banus, teria coberto uma das galerias pluviais.
É uma galeria antiga, feita de pedras. Parecia não estar mais funcionando, comentou o diretor técnico da construtora, Jair Pianowski. Hoje, a empresa deve iniciar as obras de reconstrução do muro e fazer um novo estudo da galeria. Os moradores estão sem água e luz.Kraw PenasBombeiros trabalharam para evitar incêndio na garagem do edifícioVivian de Albuquerque





