Com fortes dores de cabeça e pelo corpo, febre, vômito e diarréia, Pedro Guerra, 17 anos, foi encaminhado ao Pronto Atendimento Médico (PAM) pela família, que se preocupou com a possibilidade do jovem ter contraído dengue. O estudante foi medicado e liberado no mesmo dia, mas cinco dias depois voltou ao PAM onde teve material recolhido para a realização dos exames. De acordo com a mãe, Elisabete da Silva Rodrigues, só esta semana o filho melhorou e pôde voltar às atividades normais, como a escola e o trabalho, depois de três semanas afastado.
O resultado dos exames deve sair em duas semanas e até lá, a preocupação e a ansiedade afetam a família. ''Ele está melhor, mas ficamos muito preocupados. A doença é muito séria e esperamos que ela não seja confirmada'', afirma a mãe. A preocupação de Elisabete é correta porque a Vigilância Sanitária de Londrina não descarta a possibilidade de uma epidemia de dengue a exemplo do que já aconteceu em 2003, quando 7.200 casos da doença foram confirmados.
Na época foram registrados dois casos que evoluíram para febre hemorrágica e levaram os pacientes a óbito. Este ano 25 casos da doença já estão confirmados, 18 deles autóctones e outros sete importados. Ainda não é possível prever se os números vão ultrapassar os do ano passado, quando 824 pessoas contraíram a doença, sem registro de nenhum caso de Febre Hemorrágica da Dengue (FHD).
''Estamos trabalhando com todos os esforços, desenvolvendo ações principalmente nas regiões mais afetadas, mas não teremos resultado se a população não assumir a sua parte'', alerta a diretora de Epidemiologia e Informações de Saúde, Sônia Fernandes.
Vários pontos na cidade são identificados como criadouros do mosquito. As regiões mais afetadas são a Leste e a Central. ''Estamos expostos ao mesmo risco de 2003. Qualquer município está exposto. Já tivemos a doença e os casos são cada vez mais graves'', alerta Sônia, que exemplifica com a situação apresentada no Rio de Janeiro, onde a doença se alastrou e está preocupando autoridades.
Em Londrina, rotineiramente 300 pessoas estão envolvidas no combate à doença. As equipes percorrem as casas e terrenos baldios, orientando os moradores e procurando possíveis focos do mosquito. Novas ações já estão programadas para os próximos dias. ''Os arrastões de limpeza e a informação, são as armas mais eficazes contra a doença'', alerta Sônia Fernandes.

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