Risco de acidentes mobiliza bombeiros
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sexta-feira, 25 de julho de 2014
Vítor Ogawa<br>Reportagem Local 
Londrina- Uma equipe do Corpo de Bombeiros esteve ontem, no prédio do antigo Hotel Sahão, área central de Londrina, para retirar um tapume que protegia as janelas do oitavo e último andar. O material estava se soltando e havia o risco de cair sobre a cabeça de algum pedestre ou mesmo de veículos que passassem próximos ao imóvel.
O prédio fica na Avenida São Paulo, esquina com o Calçadão da Avenida Paraná, em um dos locais mais nobres de Londrina. O imóvel permanece fechado desde o dia 8 e agosto de 2002, por causa de uma disputa judicial.
A ação dos bombeiros, que interditaram a calçada em frente para realizar o serviço, atraiu muitos curiosos. A empresária Marlene Bittencourte, ficou surpresa ao ver a calçada interditada. Ela estava se dirigindo ao cartório, que fica no mesmo imóvel do antigo hotel, quando percebeu que havia faixas no local. "Será que dá para entrar no cartório?", perguntou preocupada. O acesso ao cartório permaneceu livre.
Além do problema do tapume, o prédio apresenta outras questões que são motivo de reclamação dos vizinhos. A atendente de uma farmácia, Milena Gabriele de Andrade Silva, afirmou que o local está infestado de pombos, que utilizam o prédio como abrigo. "Os pombos são ratos de asas e a presença deles preocupa a gente. São fedidos e causam poluição", reclamou.
A reportagem entrou no prédio e constatou que em todos os andares é possível perceber a presença das aves. O local está cheio de fezes de pombos e aves mortas, o que atrai também urubus e ratos. Durante a retirada do tapume, um urubu fez companhia aos bombeiros, mostrando que ali havia se tornado o seu habitat.
A autônoma Janaína Priscila do Prado possui um carrinho de cachorro-quente e reclama da presença das aves por perto. "Isso daí não incomoda apenas a mim, que vendo cachorros-quentes, mas a todas as pessoas que circulam por aqui. Eles deveriam reformar esse prédio, transformar em uma escola. É um desperdício ter um prédio desses no Centro e estar desocupado", reclamou.
O abandono do prédio de oito andares que já foi o hotel mais luxuoso do Norte do Paraná preocupa também as pessoas que passam em frente ao prédio. "Eles deveriam cuidar melhor do prédio. Essas pombas podem transmitir doenças", afirmou a estudante de Direito Jéssica Viana.
BLOQUEIO
O cabo do Corpo de Bombeiros, Carlos Eduardo Guerreiro, afirmou que o bloqueio da passagem de pedestres pela calçada foi para prevenir acidentes que poderiam ocorrer durante a remoção do tapume, que aconteceu por volta das 15 horas. Logo em seguida, a calçada foi liberada. Um oficial de Justiça abriu o prédio eu acompanhou o trabalho.
A reportagem entrou em contato com o advogado Nelson Galvan, liquidante da empresa Comércio e Indústria Sahão S/A, proprietária do imóvel. Ele afirmou que não faria nenhuma declaração à imprensa porque o processo corre sob segredo de Justiça.
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