A infectologista pediatra e plantonista da UTI pediátrica do HU, Jaqueline Dário Capobiango, diz que não são raros os casos de toxoplasmose em bebês contaminados durante a gestação. De acordo com ela, o risco de sequelas graves aumenta quando a contaminação pelo protozoário acontece nos três primeiros meses de gestação, quando o feto ainda está em formação. Esse foi justamente o caso do bebê G.G.M., vítima da chamada neurotoxoplasmose, caracterizada pela infecção do sistema nervoso.
A toxoplasmose é adquirida pela ingestão de alimento ou água contaminado com o cisto do protozoário, presente nas fezes de gatos. Por isso, frutas e verduras devem ser bem lavadas e deixadas em imersão numa solução de água com um pouco de vinagre por alguns minutos. As carnes mal passadas ou cruas também podem conter o agente causador da doença. Neste caso, é importante que estejam bem passadas. Outra forma importante de prevenção é usar luvas ao lidar com a terra de jardins e com as caixas de areia dos gatos.
Entre as mulheres que já tiveram a doença e possuem imunidade à toxoplasmose, a médica aponta que os riscos de contaminação do feto durante uma gravidez são pequenos. Para as que não tiveram ou não fizeram exames para detectar se foram infectadas pelo protozoário, a médica diz que elas precisam fazê-los periodicamente durante a gestação. Caso o resultado seja positivo, é possível tratar a doença e evitar o contágio de mãe para filho. O recém-nascido também pode ser contaminado pela ingestão de leite materno.
A importância de exames preventivos aumenta porque os sintomas da doença são difíceis de serem visualizados. Segundo a especialista, a toxoplasmose pode se manifestar como um quadro gripal (febre, dor de cabeça), aparecimento de ínguas e grosseiros pelo corpo.

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