RIQUEZA DA TERRA - Belezas naturais no coração de Maringá
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sexta-feira, 18 de novembro de 2005
Fernanda Borges<br> Reportagem Local 
Barulho de buzinas, pessoas agitadas, congestionamento e veículos para todos os lados. Essas são algumas das características do centro de qualquer cidade de médio e grande porte. O município de Maringá também possui esse perfil, só que com um grande diferencial: no coração da cidade existe uma bela área verde que proporciona tranquilidade e lazer aos moradores de Maringá e região, o Parque do Ingá.
A reserva florestal foi mantida desde o traçado inicial da cidade e sua urbanização inaugurada em 10 de outubro de 1971. No ano de 1991, a reserva foi oficialmente declarada pela Lei Orgânica do Município como área de preservação permanente na categoria de Parque Municipal.
Com uma área de 473 mil metros quadrados, o parque é um grande atrativo tanto para os maringaenses como para moradores de cidades vizinhas. Por ano, cerca de um milhão de pessoas visitam o local, que além de exercer suas funções de lazer, é utilizado como centro de pesquisa e prática de atletismo.
Um levantamento fitossociológico, realizado por meio do plano de manejo do parque, apontou 45 espécies diferentes de árvores nativas, sendo que a família das laureáceas (canelas) apresentou maior número de espécies. Outras espécies que existem no local em grande quantidade são as mimoseáceas (gorucaia) e mais 26 famílias botânicas. Algumas espécies importantes que existem no local são o Cedro, Roseira, Canelão e Paineira.
O zoológico, outro atrativo do parque, conta com cerca de 280 animais, entre eles, quatis, saquis, cutias, jacarés, tartarugas, leões, aves-truz, lobos-do-mato, macacos, etc. Centenas de aves também podem ser vistas no parque, vivendo em cativeiros do zoológico e também livres pelo parque.
Segundo a bióloga e gerente do parque, Anna Christina Esper Amaro de Faria, trabalham no parque, 30 funcionários, um biólogo, um médico veterinário e um técnico em meio ambiente. ''A rotina do parque começa logo cedo. Os tratores alimentam todos os animais, fazem a varreção, podas necessárias, limpezas e vistoriam o parque'', diz.
Nos meses de novembro e dezembro é época de reprodução e, por isso, garante a gerente, quem visitar o parque por esses dias poderá presenciar o canto de várias espécies de passáros e animais de vida livre circulando por todos os lados. ''É um cenário bonito que desperta nas pessoas a vontade de preservar um lugar tão importante para os que lá visitam'', salienta.
Moradores de Maringá, Cleriston Teixeira, 30 anos e Fabiene Teixeira, 28 anos, adoram visitar o parque. Segundo eles, todos os domingos que não estão chovendo é inevitável a visita ao local para uma gostoso passeio com a filha de cinco anos. ''Aqui é muito gostoso. O contato com o verde, com a natureza, tudo isso é muito bom. Gostamos de vir pra cá principalmente pelo sossego e tranquilidade que o local nos proporciona'', diz Teixeira.
Muito mais do que apenas descansar, o parque é um local propício para reuniões em família. Quem percorre os caminhos cobertos por belas folhagens pode encontrar diversos grupos familiares passando a tarde se divertindo e apreciando o verde.
Dessa mesma maneira, a família do pintor Manuel Luna da Silva, 40 anos, de Sarandi (7 km a leste de Maringá) se reúne vez ou outra no parque. Ao todo são 12 pessoas, entre filhos, sobrinhos e cunhados que vão até Maringá só para prestigiar o local. ''Sempre combinamos de vir para cá. É gostoso, calmo. Aproveitamos e passamos o dia juntos, fazemos pique-nique e descansamos'', comenta Silva.


