Rios estão morrendo em grandes cidades
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 24 de novembro de 1998
Guilherme Vieira 
As grandes concentrações urbanas continuam sendo as maiores responsáveis pela poluição das águas. Para o diretor de Recursos Hídricos da Superintendência de Recursos Hídricos e Saneamento Ambiental (Suderhsa), Ivo Heisler Junior, os investimentos acabam se perdendo com as atividades industriais e ocupações irregulares, que despejam lixo e canalizam esgoto no leito dos rios.
A situação atinge principalmente as Regiões Metropolitanas de Curitiba e Londrina e cidades mais populosas como Cascavel e Maringá. Estamos tendo que buscar água cada vez mais distante das cidades, pois na região norte não existem grandes rios próximos, disse.
Com financiamento da Japan International Cooperation Agency, no valor de US$ 3 milhões, está prevista a realização de um Plano Diretor para a gestão dos recursos hídricos no norte do estado. Na bacia hídrica de Londrina e Maringá á- rios Pirapó e Tibagi - existe muita gente e pouca água o que está fazendo com que se busque abastecimento cada vez mais longe, observou.
Outro problema é o da área de enchente do médio Iguaçu - que atinge União da Vitória e São Mateus do Sul - e de erosão no Noroeste do Estado - próximo a Umuarama, Paranavaí e Cianorte. Um projeto de transmissão de dados chamado Dataloga, com investimentos de US$ 2,5 milhões, vai controlar a qualidade da água, nível e vazão dos rios Iraí, Tarumã, Canal Extravazor e Iguaçu. Até o fim de janeiro, os 28 postos de monitoramento vão estar prevenindo enchentes.


