Rios de Londrina têm dois pontos críticos
PUBLICAÇÃO
sábado, 22 de novembro de 2008
Adriana Ito<br>Reportagem Local 
Dos 37 pontos dos rios que compõem a bacia de Londrina avaliados pelo grupo do projeto Monitoramento da Qualidade das Águas dos Rios de Londrina, apenas a nascente do córrego Cafezal foi considerada ótima. As amostras coletadas na segunda aferição do ano identificaram dois pontos considerados críticos: a foz do Córrego Cristal, na Zona Norte, e a bacia do Ribeirão Cambé, logo após a estação de tratamento de esgoto da Sanepar, na Zona Sul, onde foi encontrada uma grande quantidade de coliformes fecais.
Isso indica que o problema pode estar na estação da Sanepar, sugeriu o engenheiro Nelson Amanthea, integrante do grupo gestor do projeto. De acordo com os dois últimos levantamentos, a qualidade de uma maneira geral piorou, avaliou Amanthea, acrescentando que a presença de coliformes fecais, mesmo nos pontos considerados bons, pode comprometer as condições sanitárias da água.
Segundo ele, cerca de 70% da água da bacia hidrográfica de Londrina é relativamente boa do ponto de vista orgânico. A análise foi divulgada ontem, para cerca de 30 representantes de conselhos municipais de meio ambiente de Londrina e região e de órgãos como Força Verde, Instituto Ambiental do Paraná, promotoria e secretaria do Meio Ambiente, durante a 8ªReunião dos Conselhos de Meio Ambiente do Paraná.
Os resultados foram obtidos conforme o critério do Índice de Qualidade de Águas (IQA), que avalia itens como pH, oxigênio dissolvido, demanda bioquímica de oxigênio e coliformes termotolerantes. Ao todo, já foram realizadas seis coletas desde o início do projeto, há quase três anos.
As informações, relatórios e imagens estão sendo disponibilizados ao público na internet, na seção Geoambiental do site www.tisolution.com. Através do site, o cidadão vai poder acompanhar, saber quais são os pontos críticos e cobrar do poder público uma solução, afirmou.
Sanepar
Sobre uma suposta irregularidade no tratamento de uma das estações de tratamento, o superintendente da Sanepar em Londrina, Sérgio Bahls, defendeu que todas as estações de tratamento de esgoto atendem o que preconiza a resolução do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), que não prevê tratamento de coliformes fecais. A própria oxigenação da água trata de eliminar esses coliformes. Mil metros após a estação, o estado da água já é bom, alegou.
Segundo Bahls, mais que os coliformes, outros fatores, como o lixo jogado nas ruas e nos vales e produtos químicos nocivos, é que têm contribuído para comprometer os rios.


