Ney de SouzaGravidadeCheias podem complicar situação de famílias ribeirinhas; vazão elevada preocupa os técnicos da Hidrelétrica de Itaipu A situação das famílias ribeirinhas do Rio Acaray em Ciudad del Este, no Paraguai, e de alguns bairros de Foz do Iguaçu pode se agravar nas próximas horas devido as cheias dos rios Paraná e Iguaçu. Segundo informações da Hidrelétrica de Itaipu, a vazão na confluência dos dois rios deve atingir hoje o pico máximo de 35.300 metros cúbicos por segundo, quando o normal é de 13 mil metros.
Em Ciudad del Este, mais de duas mil pessoas continuam desabrigadas. Cerca de 300 casas do bairro São Rafael e Santo Agostinho continuam submersas. Os desabrigados estão alojados em escolas, quadras de esporte e praças. Alguns flagelados insistem em continuar na beira do rio e estão mudando os barracos para locais mais altos.
A direção do Departamento de Promoção Social está preocupado com a queda de temperatura dos últimos dias, que tem provocado um surto de gripe, principalmente entre as crianças. A Regional Sanitária da cidade está em greve há 12 dias e o estoque de medicamentos da prefeitura não é suficiente para atender todos os doentes.
Amanhã os funcionários da Promoção Social distribuirão alimentos e agasalhos aos moradores dos bairros São Rafael, Remansito, Santo Agostinho e Saltito. Ontem, a colônia árabe da fronteira doou mil cobertores para os desabrigados. No bairro Maria Auxiliadora, na cidade Puerto Franco, cerca de 50 famílias também tiveram as casas atingidas pela cheia. Mas ontem a situação começava a se normalizar na cidade.
Segundo a chefe da Promoção Social, Perla de Guerreiro, o volume das águas do Rio Acaray, que é afluente do Rio Paraná, continua estável. A situação, entretanto, ainda é caótica. ‘‘A maioria das famílias desabrigadas mora em barracos e se recusa a ser transferida para outro local’’, disse.
Ela também informou que o prefeito Juan Carlos Barreto deve decretar estado de emergência nas próximas horas, se a chuva continuar.
Em Foz do Iguaçu, 18 pessoas que tiveram suas casas atingidas pela cheia do Rio Paraná continuam abrigadas no CAIC, no bairro Porto Meira. Além dessas pessoas, outras 11 famílias também tiveram que abandonar suas casas e estão abrigadas em casas de parentes e amigos. Mas a Defesa Civil garante que a situação está sob controle.

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