A Secretaria de Meio Ambiente do Paraná, a Prefeitura de Foz do Iguaçu e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) lançaram ontem um projeto de recuperação do Rio São João, que corta o Parque Nacional do Iguaçu.
Uma análise realizada pela Sanepar apontou que o rio está contaminado por agrotóxicos e lixo.
O São João nasce no município de Santa Terezinha de Itaipu e percorre 25 quilômetros antes de desaguar no Rio Iguaçu (40% dessa distância fica na área do Parque Nacional).
No trajeto restante, que corta 64 propriedades rurais, técnicos do Instituto Ambiental do Paraná (IAP) constataram que o São João praticamente não possui mata ciliar.
O Programa de Conservação e Recuperação da Mata Ciliar do Rio São João, lançado ontem pelo secretário estadual do Meio Ambiente, Hitoshi Nakamura, prevê o plantio de 85 mil mudas de árvores nativas da região nas margens do rio.
Ontem já foram plantadas 5 mil árvores na área próxima à nascente do rio. Depois do reflorestamento, o projeto prevê o repovoamento das águas com peixes. Além do São João, Nakamura prometeu que o governo estadual vai investir na recuperação de outras cinco bacias hidrográficas de Foz do Iguaçu: Tamanduá, M’Boicy, Monjolo, Bela Vista e Almada.
Hidrelétrica Com muitas cachoeiras e corredeiras, o Rio São João abrigou a primeira usina hidrelétrica do Oeste paranaense. Construída há quase 50 anos, a pequena usina, localizada dentro do Parque Nacional do Iguaçu, hoje está desativada e é uma das opções turísticas do local.

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