Rio Iapó transborda em Castro
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quarta-feira, 18 de março de 1998
Giovani Ferreira 
Celso MargrafÁrea mais atingida é o Parque Municipal, também conhecido como Prainha de Castro, totalmente invadido pela águaA chuva forte que cai nos Campos Gerais desde o ínicio da semana começa a castigar alguns municípios da região. Uma das situações mais graves está em Castro, a 40 quilômetros de Ponta Grossa, onde o Rio Iapó transbordou, inundando áreas de lazer, interditando ruas, alagando bares, lanchonetes, quadras poliesportivas e campos de futebol.
De acordo com o Corpo de Bombeiros de Castro, até o final da tarde de ontem não havia desabrigados, mas o rio continuava subindo, assustando os moradores das regiões mais baixas da cidade. Edson Santos, que há 16 anos mora próximo da margem do Iapó, calculou que até o meio-dia de ontem o rio havia subido mais de 2,5 metros.
A área mais atingida é o Parque Municipal, também conhecido como Prainha de Castro, que foi totalmente invadido pela água. Campos de futebol, lanchonetes, brinquedos e uma praça tiveram que ser desativados. O parque ficou praticamente isolado. As duas ruas que dão acesso às instalações do parque foram encobertas pela água.
A prefeitura e o Corpo de Bombeiros de Castro estão acompanhando a situação de perto e garantem estarem preparados para agir quando for necessário. O município se acostumou com as enchentes provocadas pelo transbordamento do Rio Iapó. Na última enchente, no ano passado, o rio subiu mais de três metros.
A chuva também começa a prejudicar a agricultura, preocupando produtores de toda a região dos Campos Gerais, que foram obrigados a interromper a colheita. O Núcleo Regional da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento em Ponta Grossa tem informações de que já há perdas, mas ainda não sabe precisar qual o volume e em que culturas.
Em Ponta Grossa a comissão da Defesa Civil reuniu-se ontem com o Corpo de Bombeiros para discutir estratégias de ação no caso de problemas graves causados pelas chuvas. Na semana passada a Defesa Civil mapeou a cidade, identificando as áreas com risco de enchentes e desabamentos. Algumas famílias foram retiradas de barracos e encaminhadas para abrigos da prefeitura.


