Emerson Cervi
De Curitiba
O diretor adjunto da Coordenadoria da Região Metropolitana de Curitiba (Comec), Gil Polidoro, disse ontem que estão previstas medidas compensatórias a Rio Branco do Sul pela instalação do Aterro Norte no distrito de Votuverava. O prefeito do município, João Dirceu Mazzari (PSDB), reclamou na quarta-feira que a população do município ainda não recebeu as informações necessárias para decidir se aceita ou não o aterro sanitário de 15 municípios da região. ‘‘Estamos pensando em várias formas de compensar Rio Branco do Sul pelo aterro Norte’’, afirmou Polidoro.
Segundo ele, as compensações financeiras começarão assim que o aterro for instalado. ‘‘Resíduos domiciliares sólidos bem tratados se transformam em uma ‘indústria’ que gera receita e empregos, além disso, o serviço de aterramento permanente gera ISS (Imposto Sobre Serviços), que é municipal’’. A Comec também espera sugestões do prefeito sobre outras formas de compensação. ‘‘Podemos remodelar o sistema viário da cidade, por exemplo’’.
Existe ainda a possibilidade de Rio Branco do Sul receber royalties das outras cidades da região metropolitana por servir como depósito de resíduos domiciliares. A área que foi escolhida para servir como aterro sanitário tem 53 hectares e fica há 12 quilômetros da cidade. Terá capacidade para receber 2 mil toneladas de lixo ao dia e tempo de via útil de 25 anos.
O custo total de instalação e operação em todo o período está estimado em R$ 25 milhões. As empresas que fazem coleta do lixo nos municípios serão responsáveis pelo financiamento e administração do projeto. ‘‘O sistema que estamos propondo vai além do aterro, ele prevê a integração dos serviços de coleta e tratamento dos resíduos domiciliares de toda a região’’.
O novo aterro sanitário vai substituir o da Caximba, que hoje atende a quase todos os municípios da região metropolitana. Apenas Itaperuçu e Rio Branco do Sul não depositam lixo na Caximba. A vida útil do aterro da Caximba era de dez anos. Como ele foi instalado em setembro de 1989, teria que ser desativado este mês. ‘‘Nesse período o programa Lixo que Não é Lixo evitou que parte do material reciclável fosse para a Caximba, o que diminuiu o volume de resíduos depositado no aterro’’, conta Polidoro. A redução do lixo gerou uma sobrevida que pode chegar a quatro anos de uso, segundo técnicos da Comec.

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