Rio Branco do Sul protesta contra aterro
Maigue Gueths
De Curitiba
Um grupo de moradores e de integrantes de Organizações Não-Governamentais (ONGs), com apoio da Secretaria da Agricultura e Meio Ambiente da Prefeitura de Rio Branco do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba, faz uma manifestação amanhã pelas principais ruas da cidade. Eles vão protestar contra a intenção da Prefeitura de Curitiba e de mais 14 municípios da região metropolitana de construir um aterro sanitário na localidade de Vutuverava, naquele município.
A polêmica sobre a instalação ou não desse aterrro sanitário é antiga. Há sete anos, a população de Rio Branco rejeitou a proposta durante uma audiência pública realizada na cidade. Mas a Coordenação da Região Metropolitana (Comec) insiste nessa alternativa, que sairia mais barata e prática para a região. Segundo o diretor adjunto da Comec, Gil Bruno Polidori, é preciso decidir rápido a questão, pois a vida útil do aterro da Caximba, usado atualmente, é de apenas mais quatro ou cinco anos. Segundo Polidori, hoje 12 municípios usam o Caximba para despejar seus lixos e com o novo aterro Rio Branco do Sul e Itaperuçu, que hoje tem sérios problemas com lixões, também poderiam usar o novo aterro.
Para impedir que isso aconteça, os moradores fundaram uma organização não-governamental, a Associação Ecológica Vutuverava, que estuda ajuizar uma ação na Justiça para barrar o processo. Segundo o secretário da Agricultura e Meio Ambiente do município, Alexandre Selinski, também já foi firmada uma parceria entre a empresa de Cimento Votorantin e as prefeituras de Rio Branco do Sul e de Itaperuçu, que pode ser uma alternativa ao aterro. A idéia é construir uma usina de reciclagem e compostagem (beneficiamento de material orgânico) do lixo.
O projeto, que já tem licença prévia concedida pelo Instituto Ambiental do Paraná (IAP), começa a ser implantado na próxima semana em Itaperuçu com material doado pela Votorantin. A obra vai custar entre R$ 50 mil a R$ 60 mil. As prefeituras dos dois municípios já começaram a fazer um trabalho nos bairros para conscientizar os moradores sobre a importância de se fazer a coleta seletiva do lixo.
Segundo Polidori, a construção do aterro sanitário em Rio Branco do Sul, aliado a um programa semelhante ao Lixo que não é lixo de Curitiba garantiria uma vida útil de cerca de 20 anos para o novo aterro.Moradores saem às ruas amanhã para mostrar a insatisfação com o projeto que prevê a construção de uma lixão no município
Arquivo FolhaProjeto de Curitiba e mais 14 municípios prevê a construção do aterro sanitário na localidade de Vutuverava





