Rio Branco do Sul prepara consulta popular sobre aterro
Emerson Cervi
De Curitiba
O prefeito de Rio Branco do Sul, João Dirceu Mazzari (PSDB), vai fazer uma consulta popular para decidir se aceita ou não a instalação do aterro sanitário regional em área do município. Ontem o prefeito reclamou que a Coordenação da Região Metropolitana de Curitiba (Comec) não está repassando todas as informações necessárias sobre o assunto para os técnicos municipais.
A proposta é centralizar o depósito de lixo domiciliar dos 15 municípios da região metropolitana em um aterro sanitário em Rio Branco do Sul. O Aterro Norte substituirá o aterro da Caximba, em Curitiba, que tem apenas mais três anos de utilização. Ninguém conhece o projeto, faltam explicações sobre as vantagens que o município terá em receber o lixo domiciliar de toda a região, afirmou o prefeito.
Segundo Mazzari, a decisão que for indicada pela consulta popular será respeitada pela administração municipal. Se a população não quiser, eu vou fazer de tudo para impedir a instalação do aterro aqui, afirmou. O prefeito sugeriu a técnicos da Comec que façam uma audiência pública para explicar o projeto do aterro norte e que benefícios o município terá à população local. Nós tivemos uma reunião semana passada com técnicos da Comec mas eles não conseguiram explicar tudo, diz o prefeito. Temos que saber os investimentos que Rio Branco do Sul receberá e quantos empregos serão gerados para compensar o município pelas perdas econômicas que teremos. A data da consulta popular será definida depois da audiência pública.
O projeto prevê início das obras em 2001, em uma área de 53 alqueires que fica a 12 quilômetros da cidade. Ele terá capacidade para receber duas mil toneladas de lixo ao dia. O custo total para os 20 anos de uso do aterro foi estimado em R$ 25 milhões. Só a implantação custará R$ 5 milhões.





