Curitiba - Foram meses de discussão para que um projeto que garante a construção de 70 módulos sanitários na Vila São Pedro, em Rio Branco do Sul (Região Metropolitana de Curitiba), pudesse ser aprovado pela Câmara de Vereadores. O projeto, de autoria do Executivo, teria que prever a estrutura dos módulos que seriam construídos com recursos da Fundação Nacional da Saúde (Funasa) e garantiriam melhores condições de saneamento para as 3 mil pessoas que moram na região de invasão. No entanto, apesar de parte dos recursos já terem sido liberados em dezembro de 2006 e março de 2007, nenhuma obra foi iniciada.
O diretor geral da Câmara de Vereadores de Rio Branco do Sul, Pedro Aparício de Oliveira, informou que os parlamentares não aprovaram antes a execução do projeto porque achavam que ele poderia ser mais barato - o que garantiria a execução de um número maior de sanitários. A construção dos sanitários custará R$ 270 mil (cerca de R$ 3,8 mil cada). ''Queríamos baratear isso. Os módulos são simples e poderiam ser feitos por um valor menor. Mas a Funasa não admitiu mudanças no projeto original deles'', reclamou Oliveira. No projeto aprovado, os sanitários medirão 1,10x2 metros. Eles são azulejados, terão lavatórios, tanques de concreto com esfregadeira para lavar roupa, telhas de barro e calçadinhas em volta.
''É tudo muito simples, sem luxo, o piso é bruto. Acho que dava para fazer por menos'', reforçou ele. A Vila São Pedro é uma das regiões mais pobres de Rio Branco do Sul. A invasão é do início da década de 80. A assessoria de imprensa da Funasa informou ontem que são dois projetos para construção de módulos sanitários em Rio Branco do Sul, com liberação total de R$ 288 mil (outros 30% seriam de contrapartida da Prefeitura Municipal). Destes valores, já teriam sido liberados R$ 152 mil. Apenas não foram liberados integralmente os recursos porque as obras - que deveriam ter sido iniciadas no início de 2007 - não começaram.
A Funasa negou que tenha recusado qualquer projeto da Câmara de Vereadores e informou que tem um pré-projeto para construção de módulos sanitários que é disponibilizado para as prefeituras que não conseguem fazer seus próprios projetos. A exigência é a qualidade do material usado na obra para que os recursos não sejam aplicados de forma irregular em módulos que não tenham previsão de durabilidade. A Controladoria Geral da União (CGU) acompanharia a execução de todas as obras previstas pela Funasa.

mockup