Uma chácara onde funcionavam rinhas de canários foi descoberta pela equipe da Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente, na manhã de domingo, na Região Metropolitana de Curitiba. Cinco pessoas foram detidas e 211 aves apreendidas. Os proprietários dos animais faziam um esquema de apostas com as brigas. Foi o primeiro flagrante desse tipo de rinha feito pela unidade especializada nos últimos dois anos. Segundo a delegada Leonídia Hecke, os casos de maus tratos contra essas aves são muito difíceis de detectar porque ocorrem em locais afastados e os organizadores das brigas usam olheiros para cuidarem das apostas.
Após uma denúncia anônima feita por telefone, no sábado, os policiais foram até uma localidade, conhecida como Faxinal, na zona rural de Araucária, onde encontraram as aves.
No local, a polícia encontrou cerca de 80 pessoas que participavam e incentivavam as rinhas, mas conseguiu identificar cinco homens que seriam donos dos bichos. As lutas, normalmente, são realizadas com a espécie canário-da-terra, que tem uma característica peculiar. Incentivados pelas próprias fêmeas, em habitat natural, os machos a disputam em brigas até que um deles fuja.
Entretanto, nas rinhas organizadas, os machos são colocados em uma gaiola e a fêmea fica presa em um compartimento para que eles possam vê-la e iniciar a briga até que um dos lutadores morra.
Os detidos foram responsabilizados por maus tratos aos animais, o que pela lei é crime ambiental. Após serem ouvidos, assinaram termo circunstanciado e foram liberados.
As aves foram encaminhadas para o Centro de Triagem de Animais Silvestres, onde serão examinadas por veterinários e biólogos. Após tratamento, serão soltas na natureza ou encaminhadas para viveiros onde ficarão em observação. As investigações continuam para identificar o proprietário do imóvel e o envolvimento de mais pessoas com a rinha.

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