Rifas de televisões e alimentos
ajudam a manter movimento
A Secretaria Municipal da Agricultura e do Abastecimento não tem números precisos sobre a queda do movimento nas feiras. Calcula-se que cerca de 58 mil pessoas frequentam semanalmente os 40 pontos de feiras diurnas e oito de feiras noturnas da cidade. Mas o diretor do Departamento das Unidades de Abastecimento da Secretaria, Deodoro Nogueira da Silva, reconhece que ‘‘a redução do comércio nas feiras é evidente. Antes todo mundo ía à feira, e hoje existem muitas outras alternativas’’.
Por isso, a Secretaria tem orientado os feirantes para que façam promoções que atraiam os fregueses. Em algumas feiras, já foram realizadas rifas de televisão, videocassete e cestas de alimentos, o que deve ser repetido neste segundo semestre, segundo o Sindicato dos Feirantes. Outra alternativa para reduzir os custos dos comerciantes foi uma parceria com a empresa Ultragás, que, em troca de publicidade, está fornecendo sacolas plásticas.
A Secretaria também fez, recentemente, um convênio com a ECCO-Salva, que vai garantir a permanência de uma ambulância nas feiras maiores e de um enfermeiro e um auxiliar nas menores. Além de emergências, as unidades também estão medindo a pressão das pessoas interessadas.
‘‘Nós temos que batalhar muito para melhorar esta situação’’, diz o presidente do Sindicato dos Feirantes, Sérgio Massaiti Koga. O ideal, segundo ele, seria criar uma cooperativa ou uma central de compras para facilitar a comercialização direto do produtor a preços mais competitivos.(M.G.)

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