Depois de investir cerca de R$ 2,5 milhões na melhoria do aterro sanitário, que hoje é controlado, a prefeitura de Londrina aposta agora na ampliação da coleta seletiva. Hoje, segundo a Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), organismo público gestor do aterro, o serviço já abrange quase 70% da cidade mas o programa encontra resistência justamente na camada mais rica da população, substrato que, proporcionalmente, produz maior quantidade de lixo.
Os caminhões coletores recolhem mensalmente em torno de 11 mil toneladas de resíduos domésticos. Deste total, oito mil toneladas acabam tendo como destino final o aterro sanitário e o restante, quase 30%, segue para a reciclagem. As estatísticas são favoráveis, mas para o presidente da CMTU, Wilson Sella, é preciso priorizar toda a cadeia, contemplando desde a captação até a destinação final do lixo. ''A administração tem que se preocupar em construir uma política de gestão consolidada'', aponta.
Para isso, a próxima empreitada da Companhia será buscar caminhos para incentivar a população a separar o lixo adequadamente. O instrumento utilizado será a educação, com campanhas que destaquem a importância na seleção dos resíduos. ''Precisamos melhorar a coleta seletiva. Hoje, por exemplo, as famílias mais humildes sãs as que mais reciclam'', revela Sella.
Já em relação ao lixo que não pode ser reaproveitado, a preocupação é fazer com que ele seja trabalhado adequadamente em depósitos apropriados ambientalmente. A reciclagem de plásticos, latas de metal e do papel, por exemplo, ajuda a dar mais estabilidade ao aterro e o enterramento minimiza o impacto ao meio ambiente. Com isso, também desapareceram os garimpeiros.
O aterro sanitário do município, desde outubro do ano passado, conta com lagoas para tratamento do chorume líquido altamente poluente produzido pela decomposição dos resíduos. O responsável técnico pelo aterro, Elsoni Delavi, explica que através de drenos, o chorume e a água da chuva são captados e processados quimicamente até ficarem livres de poluição. Limpa, a água é liberada no Córrego dos Periquitos, que passa nos fundos do aterro. Com esse tratamento, o mal cheiro exalado pelo apodrecimento do material diminui. Consequentemente, as moscas também se reproduzem em menor quantidade.

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