De todos os 46 municípios que formam o Norte Pioneiro, a menor taxa de contaminação da Covid-19 é registrada em Ribeirão Claro, com 187 casos por 100 mil habitantes e um óbito. A constatação é de docentes do colegiado de Geografia, da Uenp (Universidade Estadual do Norte do Paraná), que traçaram um mapa detalhado sobre os 200 dias da pandemia na região.

Imagem ilustrativa da imagem Ribeirão Claro tem a menor taxa de Covid-19 em todo o Norte Pioneiro
| Foto: Arnaldo Alves - AEN

A secretária municipal de Saúde, Thaise Cristhiane Bággio Paschoal, destaca que o índice é significativamente baixo, considerando que Ribeirão Claro faz limite com cidades que contabilizam hoje um alto número de pessoas infectadas pelo novo coronavírus.

“Todos os 20 casos contabilizados até o momento no município são importados. Não há transmissão comunitária. Cremos que o sucesso no enfrentamento da pandemia se deve principalmente à população, que se uniu ao poder público na prevenção: aderiram ao uso das máscaras, em todo comércio está disponível o álcool 70% e todos têm respeitado o distanciamento social”, avalia.

Ao total, foram descartados 590 casos até o fechamento do boletim de quarta-feira (30). “Ou seja, 5,5% da nossa população foi testada, utilizando os recursos de testes disponibilizados pelo Governo do Estado. Vamos estender nossas ações durante todo período de primavera e verão, pois somos um importante polo turístico na região. Em meio a muito trabalho e muita fé, seguimos confiantes de que esse momento difícil vai passar”, ressalta.

Outros cinco municípios - Santa Amélia, Pinhalão, Congonhinhas, São Jerônimo da Serra e Figueira - têm taxas menores que 500 casos por cem mil habitantes.

SESA

A diretora de Atenção e Vigilância em Saúde da Sesa (Secretaria de Estado da Saúde), Maria Goretti David Lopes, destacou que houve um acréscimo significativo da doença em todo o Paraná a partir do mês de agosto. “Mais que dobramos o número de casos em um único mês e essa pesquisa (da Uenp) vem de encontro com o que encontramos em todo o Estado. Fizemos o achatamento da curva até julho, mas não conseguimos o isolamento social como gostaríamos”, diz.

Segundo ela, o índice de isolamento no Estado ficou em 50% pelo funcionamento das atividades essenciais e por parte da população que não respeitou a orientação de ficar em casa. “Isso impacta nos números, assim como as situações de surtos em estabelecimentos de saúde, frigoríficos e instituições de longa permanência e, que foram registradas nessas regiões (Norte Pioneiro). Infelizmente temos óbitos, mas o importante é que já começamos a estabilizar. Continuamos tendo casos, mas o ritmo é de desaceleração”, ressalta.

Lopes disse ainda que o Paraná é o segundo estado da Federação que mais testa PCR, o que reflete no maior número de casos. “Estamos trabalhando muito na detecção precoce de novos surtos nos ambientes confinados para bloqueio rápidos, além do monitoramento e rastreio de contatos que estamos fazendo em parceira com a Organização Pan-Americana da Saúde para agirmos prontamente diante de uma confirmação. São duas grandes estratégias”, finaliza.

O Paraná chegou a 177.007 casos da Covid-19 na quarta-feira (30), com 4.441 mortes. (Com informações da Uenp)

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