Ribanceiras colocam moradores em risco
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sexta-feira, 27 de setembro de 2013
Vítor Ogawa<br>Reportagem Local 
Londrina - Buracos e ribanceiras em alguns bairros de Londrina colocam a população em risco. No Conjunto Luiz de Sá, (zona norte), no final da Rua Francisco Assis Ferreira Ruiz, esquina com a Avenida Ana Caputo Piacentini, a erosão está ameaçando "engolir" a calçada do fundo de vale próximo ao Córrego Sem Dúvida. No ano passado, a FOLHA mostrou que várias manilhas de concreto tinham sido colocadas a 1,5 metro da borda da cratera, que possui cerca de 10 metros de altura, para evitar que pedestres caíssem. A reportagem voltou ao local e constatou que essa margem de 1,5 metro já não existe e uma das nove manilhas já caiu e outras estão ameaçadas, bem como a calçada e a pista de rolamento da Avenida Ana Caputo Piacentini.
A dona de casa Vera Lúcia da Silva, de 57 anos, e seu marido, o motorista Jair Corrêa de Oliveira, de 72, moram a cerca de 12 metros do buraco. Eles relatam que já não sabem mais a quem recorrer. Eles contaram que já entraram em contato com a administração municipal inúmeras vezes, mas sem sucesso.
Oliveira ressaltou que há risco de a calçada e da avenida serem "atingidas" e teme que sua casa também seja prejudicada.
O uso do espaço pelas crianças também gera preocupação ao casal, que tem um neto de cinco anos. "Eu não tenho deixado ele jogar no campo ao lado, com medo que a bola caia ali e ele resolva ir resgatá-la, correndo o risco de se acidentar", afirmou Vera.
A área também se transformou em um ponto de descarte de lixo, o que tem desagradado os vizinhos. O pedreiro Ilson Polizel, de 59, e sua mulher, a dona de casa Lindinalva Maria dos Santos, de 53, relataram que muitas pessoas se livram de sofás velhos e de outros entulhos por lá. As consequências, segundo eles, são mau cheiro, proliferação de mosquitos e a degradação da área.
Zona oeste
Na Rua Yoshimasa Suzuki, esquina com a Rua Antônio Carlos Coral, no Jardim Maria Lúcia (zona oeste), há uma grande área livre, ocupada por um campo de futebol. Mas caminhões retiram terra do barranco em volta para utilizar em obras da construção civil e esse desnível abrupto de cerca de 3,5 metros oferece perigo para os frequentadores. A reportagem conversou com uma criança de 11 anos que afirmou que se tomar cuidado, não há perigo em brincar próximo ao barranco.
"Têm muitas crianças que vão lá para brincar", garantiu.
A costureira Maria Helena Azevedo, de 45, mora no bairro há 25 anos e disse que não se recorda mais há quanto tempo o buraco existe. Ela relatou que o campo de futebol é bastante utilizado nos fins de semana e confirmou que sempre há crianças no local. "Isso preocupa a gente, pois há o risco de queda, ainda mais que há uma escola bem em frente à ribanceira", ressaltou. Ela também destacou que o local é frequentado por usuários de drogas e que isso gera insegurança na vizinhança.
A reportagem procurou a Secretaria Municipal de Obras, mas ninguém quis se pronunciar sobre os problemas.


