RFFSA quer preservar patrimônio histórico
Rubens Burigo Neto
Especial para a Folha
O escritório remanescente da Rede Ferroviária Federal (RFFSA) para o Paraná e Santa Catarina está desenvolvendo uma série de ações em conjunto com o Ministério do Esporte e Turismo, governo do Estado e prefeituras municipais para preservar o patrimônio histórico ferroviário. As prefeituras de Arapoti, Cianorte, Cornélio Procópio, Inácio Martins, Jaguariaíva, Paulo Frontin e Paranaguá estão comprando imóveis da rede para, depois de restaurados, servirem como centros culturais.
No prédio da primeira estação ferroviária de Paranaguá (marco zero da estrada de ferro que vem até Curitiba) vai ser criado o Museu do Transporte. Em Arapoti, o imóvel, construído em madeira, da antiga estação está sendo reformado para se transformar em Casa da Memória. Nesse sistema de parceria, a RFFSA presta consultoria e cede peças e equipamentos para exposição.
Em conjunto com a organização não-governamental Instituto Guará, a RFFSA pretende implantar na Casa Ipiranga, na Serra do Mar, um centro de pesquisa científica da flora e da fauna da Mata Atlântica.
Em conjunto com a Associação Brasileira da Preservação Ferroviária, a rede está reformando a litorina nº 24, fabricada em 1938. Este vagão pode ser o único exemplar existente no mundo.
Atualmente a RFFSA tem 30 funcionários no Paraná e em Santa Catarina. Depois da privatização, eles administram o passivo judicial e o patrimônio não operacional da empresa, prestam assessoria aos ex-funcionários e realizam leilões para a venda de materiais e equipamentos.





