RFFSA afirma não ter ligação com contaminação em pátio
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segunda-feira, 26 de agosto de 2002
Luciano Augusto<br> Reportagem Local 
O chefe-regional da Rede Ferroviária Federal S/A (RFFSA) em Curitiba, Paulo Sidnei Ferraz, assegurou ontem que a empresa não tem nenhuma ligação e, portanto, não pode ser responsabilizada pela contaminação por hidrocarbonetos detectada no pátio de manobras da América Latina Logística (ALL), na zona oeste de Londrina.
O problema foi informado pela regional do Instituto Ambiental do Paraná (IAP) na última quinta-feira. Na ocasião, a ALL entregou o resultado do estudo hidrogeológico que eximiu a empresa de culpa no vazamento de óleo que atingiu o Ribeirão Lindóia no mês de maio deste ano. O Pool de Combustíveis administrado pela Petróleo Ipiranga assumiu a responsabilidade pelo ''acidente'' em seu estudo hidrogeológico e revelou que o vazamento pode ter chegado a 82 mil litros de óleo diesel.
As análises de amostras de solo na área do pátio de manobras da ALL detectaram, entre outras substâncias tóxicas, a presença de benzeno produto comprovadamente cancerígeno. Na oportunidade, a gerente de meio ambiente da ALL, Silvana Alcântara Oliveira, comentou que a contaminação poderia ter ocorrido ainda quando o local era de responsabilidade da RFFSA. Ela argumentou que a ALL não transportava o produto nem utilizava esse tipo de substância.
Ontem, porém, o chefe-regional da Rede garantiu que, em maio de 1997, dois meses após a malha ser repassada à ALL, uma empresa especializada em apurar ''passivos ambientais'' analisou o local e descartou qualquer tipo de contaminação do solo. ''Na época, o relatório não apontou nenhum problema. Seis anos depois, não podemos saber o que pode ter acontecido '', frisou. Ele também afirmou que o tipo de resíduo encontrado na área do pátio não era transportado pela RFFSA.
Ontem, a gerente de meio ambiente da ALL apontou que a empresa continua as investigações para descobrir a origem da contaminação e qual a melhor forma para solucionar o problema. Ela reforçou que não teve a intenção de envolver a RFFSA. ''Por se tratar de uma malha muito antiga, é comum fazermos estudos para identificar a origem dessas substâncias'', completou Silvana.


