RF distribui mercadorias pelo Estado
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quinta-feira, 30 de dezembro de 2004
Lúcio Flávio Moura<br> Reportagem Local 
As instalações da Receita Federal em Foz do Iguaçu são gigantescas e não páram de crescer. A unidade, uma das maiores do País, ganhou um galpão novo para autuação, onde os ônibus apreendidos em hotéis, auto postos ou na entrada da cidade, são esvaziados e onde os produtos são listados e reembalados em grandes caixas, as mesmas usadas pelas casas atacadistas.
No novo galpão, os fiscais podem inspecionar até quatro ônibus simultaneamente. As mercadorias vão sendo separadas por tipo de produtos. O destino das caixas está a poucos metros dali. É o grande depósito onde cabem a carga de 750 ônibus lotados (ou 300 carretas) e onde também são descarregados os caminhões-contêiner da Receita a unidade tem à disposição dois deles vindo do posto Bom Jesus, em Medianeira.
O que os sacoleiros compraram nas lojas de Ciudad del Este, com uma impressionante predominância de produtos fabricados na China, são armazenados em gôndolas gigantescas, que se aproximam do teto, em um prédio em que o pé-direito tem 6,5 metros.
Caminhar pelos corredores deste armazém (de 4.343 metros quadrados), com empilhadeiras e escadas por todos os lados, é praticamente a mesma coisa de estar transitando sem carrinho num supermercado atacadista ou em um centro de distribuição de uma loja de departamento. O cheiro de borracha de pneu domina o ambiente. Estão por todos os lados e, junto com os uísques, são os produtos mais visíveis para um visitante leigo.
As caixas que estão na prateleira aguardam um complicado trâmite burocrático e, em casos raros, acabam voltando às mãos do sacoleiro. O mais comum, porém, é o perdimento definitivo. A estrutura da Receita acaba absorvendo uma parte significativa das apreensões, especialmente os equipamentos de informática e os eletrônicos. Parte é distribuído para órgãos públicos que fazem solicitação formal a RF. O que resta é leiloado em vários pontos do Estado. Alguns produtos perecíveis, piratas ou de comercialização proibida no Brasil são destruídos.
Em meses como novembro e dezembro, mesmo intensificado a saída das mercadorias, a RF tem problemas de espaço no depósito de Foz. É a vez, então, dos caminhões-contêiner levarem o excedente para as outras unidades do Estado, como Curitiba, Paranaguá, Maringá e Londrina.


