O revólver calibre 38 apreendido pela polícia com o suspeito José Roberto Ferreira, 30 anos, não foi a arma usada para matar o empresário Júlio César Marino, 54 anos, em dezembro de 97. A conclusão está em laudo do Instituto de Criminalística de Londrina.
Com o resultado dos exames de balística, o delegado que preside o inquérito do homicídio, Jorge Barbosa, disse à Folha que as investigações ‘‘voltaram à estaca zero’’. Segundo ele, os trabalhos sobre o caso continuam, mas não há nenhuma pista para chegar ao criminoso. A polícia acredita que o empresário foi executado e descarta a hipótese de latrocínio (morte em tentativa de roubo).
O crime ocorreu no dia 18 de dezembro do ano passado, quando o empresário acabava de entrar em sua casa na rua Farrapos (centro da Cidade). Ele foi morto com quatro tiros disparados à queima-roupa de um revólver calibre 38. Nada foi roubado. O caseiro Nelson Silva foi baleado na perna.
José Roberto Ferreira foi preso em Rolândia por porte ilegal de arma e possui diversas passagens pela polícia por roubos. Ele foi preso a pedido do delegado de polícia aposentado Nonato Raimundo Siqueira. O ex-delegado recebeu a denúncia de que o revólver poderia pertencer ao matador de Marino. Nonato tem um escritório de investigações em Curitiba e trabalha junto com a polícia nas investigações do caso. Ele foi contratado pelo grupo Itamarati, que pertencia ao empresário morto.
A polícia sabia que as feições de José Roberto Ferreira não correspondiam à descrição do assassino. Várias pessoas viram o matador sair calmamente da casa após o crime. Elas ajudaram a elaborar um retrato falado do criminoso. Ferreira afirmou que havia comprado a arma de uma pessoa, coincidentemente no mesmo dia em que ocorreu o crime. A polícia esparava chegar ao autor do crime a partir da arma encontrada.

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