Revoltados, sacoleiros já falam em ''reação''
Revoltados, sacoleiros
já falam em reação
O clima entre os sacoleiros parados nos dois postos de combustíveis às margens da BR-369, em Ubiratã, era de revolta. Temendo que a blitz fosse prosseguir durante o dia, eles ameaçavam furar o bloqueio na balança de Peabiru. Meia dúzia de policiais não vai conseguir segurar 200 ônibus e mais de 4 mil pessoas, disse um sacoleiro de Dracena (SP). Não somos bandidos.
Entre os sacoleiros, o incidente ocorrido em 19 de agosto, quando um grupo de compristas se uniu e não deixou que os fiscais da Receita fizessem a fiscalização, é tido como exemplo a ser seguido a partir de agora. Já que a gente não pode comprar nada no Paraguai, então o governo que feche a ponte de uma vez, disse o aposentado Joaquim Correia de Araújo, 62 anos. Há 10 anos ele viaja a Ciudad Del Este para completar a aposentadoria de R$ 240,00.
Nós só vamos fazer compras no Paraguai porque a ponte está aberta, reforça Jacira Fiore da Cruz, 44 anos. Ela mora em Ourinhos (SP) e é sacoleira há 16 anos. Nesse período, já passou por dois assaltos, dois acidentes e duas blitz que lhe levaram todas as mercadorias. Ontem, Jacira perdeu na fiscalização feita na Ponte da Amizade todos os pacotes de cigarro que havia comprado. (S.S.)





