As obras de ampliação e revitalização do sistema de drenagem do Córrego Água Fresca, executadas pela Prefeitura de Londrina, estão a pleno vapor na área de fundo de vale que fica no Jardim Los Angeles, região oeste. As intervenções têm como finalidade evitar erosões e alagamentos na região, um problema crônico antigo que afeta a localidade. A empresa contratada para a execução, com conclusão prevista ainda para 2026, é a Contersolo Construtora, sob fiscalização da Secretaria Municipal de Obras e Pavimentação.

As melhorias são orçadas em R$ 4,9 milhões, com financiamento do Fundo Estadual para Calamidades Públicas, por meio da Defesa Civil do Paraná. Os trabalhos tiveram início no mês de maio, estando próximos de 20% de conclusão e abrangem as imediações das ruas Raja Gabaglia, Pedro Couto, José Oiticica e Jonatas Serrano, entre outras. Para a próxima etapa das obras, está prevista a interdição temporária completa de trechos das vias, a fim de possibilitar a intervenção com maquinário de grande porte para a abertura de valetas largas para o reforço da galeria existente atualmente.

A programação será divulgada conforme a evolução dos trabalhos, e afetará parte da rua Raja Gabaglia (entre as ruas José Oiticica e Malba Tahan); posteriormente, a Rua José Oiticica (entre as ruas Raja Gabaglia e Jonatas Serrano) e, por fim, a rua Jonatas Serrano (entre as ruas José Oiticica e João XXIII).

O pacote de melhorias abrange a estabilização de margens e o desassoreamento do canal. O projeto prevê ainda 1,3 quilômetro de tubulações de concreto, abarcando também outras estruturas de captação, com 53 bocas de leão, estruturas niveladas com o asfalto, protegidas por grelha horizontal, que têm maior capacidade de escoamento da água.

As obras devem contribuir, ainda, para a saúde do Lago Igapó 2, que recebe o Córrego Água Fresca e toda a água coletada pelo sistema de captação pluvial próximo da sua nascente, que historicamente foi o primeiro implantado no município de Londrina.

De acordo com os moradores, há muitos anos a região sofre com alagamentos e deslizes de terra. Roberto Sebastião Chinaglia, que trabalha em um laboratório de energias renováveis no bairro, avaliou que a situação anterior apresentava riscos. "Até uma parte do asfalto já estava cedendo”, apontou. Quanto às interdições e a movimentação no entorno, ele disse que compreende a necessidade. “Sem transtorno não é possível fazer a obra. Isso vai atrapalhar a vida um pouquinho do pessoal aqui, mas vai ser importante que o serviço seja feito”, ponderou.

A moradora Raquel Pacheco também apontou ser uma obra muito necessária, tendo em vista os riscos que os deslizamentos vinham representando para a comunidade. “Havia o perigo de a gente cair por aqui, e até de esse buraco na rua prejudicar as casas. A gente não tinha sossego”, resumiu. Com a movimentação das equipes, ela vislumbra que em breve a situação estará diferente. “A gente ficou muito feliz, porque essa obra vai ser muito boa.”

(Com informações do N.Com)

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