Revitalização parada até o ano 2000
James Alberti e
Rubens Burigo Neto
De Curitiba
O atraso das obras de revitalização das residências antigas do centro fez o Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc) rever o cronograma. Até mesmo a realização do Congresso Nacional da Associação Brasileira dos Agentes de Viagem (Abav) deve atrasar as obras, afirmou ontem o presidente do Ippuc, Luiz Hayakawa. O evento será realizado entre os dias 29 de setembro e 02 de outubro.
Na Rua XV, por exemplo, as obras de recuperação do sistema de drenagem de águas pluviais poderiam atrapalhar a movimentação dos participantes do congresso, justificou Hayakawa. A proximidade do Natal e o consequente aumento no movimento do comércio é outro motivo apontado por ele para o eventual atraso na revitalização.
O presidente do Ippuc afirma, porém, que até o fim do ano a reforma completa da Praça Osório vai estar concluída. Os editais de licitação para os demais projetos vão ser aprovados até o fim do ano; assim, no primeiro dia de janeiro poderemos começar as obras. A prefeitura pretende concluir todas as reformas até março.
Depois, a revitalização vai ser ampliada para outras regiões do centro, como a rua Riachuelo. O Ippuc está estudando propostas de adequação do uso dos imóveis, para, em seguida, debatê-las com os proprietários. Uma das idéias, desenvolvida em conjunto com a Universidade Federal do Paraná (UFPR), é a de que os casarões passem a abrigar pousadas e outros centros de atividades específicos para universitários. É claro que os projetos dependem de questões mercadológicas e os própios donos destes imóveis devem participar das reformas para atrair mais investimentos, esclareceu Hayakawa.
A demora na efetivação das reformas impede que todos os prédios históricos fiquem em bom estado num mesmo período. O comerciante Joel Iankelevich, dono de uma loja de vestuário situada na Praça Generoso Marques, por exemplo, afirma que o prédio no qual funciona a loja foi reformado há dois anos, durante o projeto Cores da Cidade. Mas já está na hora de fazer de novo. A pintura está descacada, disse.
Segundo ele, na primeira fase do projeto foram revitalizados sete prédios e o Museu do Paraná. Em outubro do ano passado foram reformadas mais dez casas na rua Riachuelo. Segundo Marcello Ribeiro, coordenador de projetos da Fundação Roberto Marinho, a responsabilidade da manutenção da pintura das casas é dos proprietários, conforme prevê o convênio assinado entre eles e a fundação.
O comerciante Kaled Charkieh, que abriu um bar há três meses no número 210 da rua Riachuelo, afirma nunca ter sido procurado por funcionários da Prefeitura. Ele diz, no entanto, que não sabe do projeto e o acha interessante. A fachada está precisando ser recuperada. Está muito velha, afirma.
Já a comerciante Soraya Isber, que afirmanão conhecer o projeto de revitalização, acredita que diminuir a criminalidade seria mais importante. A pintura era de menos. O mais importante era acabar com a malandragem que tem por aqui, disse.Obras para revitalização dos antigos casarões do centro da cidade vão ficar suspensas até janeiro do próximo ano
Kraw PenasSuspensasNovas obras de recuperação da região da Riachuelo estão suspensas e só devem recomeçar em janeiro. Até mesmo um congresso nacional ligado ao turismo impede novas obras na cidadeKraw PenasSem SaberKaled Charkieh, comerciante da Riachuelo, nunca foi procurado por funcionários da prefeitura, mas acha o projeto interessante e gostaria de recuperar a fachada de seu bar





