As obras de revitalização feitas pela Prefeitura de Curitiba estão mudando a cara do Passeio Público, que foi a primeira área verde preservada na Província do Paraná, em 1885. Localizado numa área de 70 mil metros quadrados no centro da capital, de ponto de desocupados e prostitutas, o parque voltou a receber seu antigo público, formado principalmente por famílias.
Mas a verdade é que pais e mães e seus filhos são vistos em maioria apenas nos finais de semana. De terça a sexta-feira, com menos policiamento, as prostitutas voltam a circular dentro do parque, chamando a atenção. Mesmo assim, em menor número, segundo Victor Aronis, um dos proprietários do Restaurante do Passeio, sucessor do Bar do Pasquale, que durante 40 anos foi um dos mais tradicionais pontos de encontro de Curitiba.
Uma das medidas adotadas pela prefeitura para revitalizar o parque foi a implantação de um módulo policial. Hoje, é a polícia que tem a incumbência de evitar a permanência das garotas de programa no local.
O projeto de revitalização do Passeio Público começou há dois anos, com a construção da cerca e do módulo, e da limpeza do lago. Para este ano está prevista a implantação de novos viveiros, calçamento e do parque para as crianças.
Mesmo sem a conclusão do projeto, os curitibanos já elogiam. José Estevão da Silva é um deles. Trabalhando como fotógrafo há 37 anos dentro do parque, ele diz que em um ano muita coisa mudou. ‘‘As famílias estão voltando depois que as prostitutas passaram a ser mantidas do lado de fora’’, comenta.
Ana Cândida Barros começou a frequentar o Passeio Público em 1944, nos áureos tempos do parque. Na última década deixou de passear no local com o marido por causa da falta de segurança. No ano passado eles retornaram e gostaram do que viram. ‘‘Antes havia perigo de assalto, mas em três visitas que fizemos não vimos esse problema’’, conta.Mauro FrassonAos poucos prostitutas dão lugar aos frequentadores dos velhos temposAdriana Ribeiro

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