A revitalização da parte interna do Parque Arthur Thomas (zona sul de Londrina), iniciada em novembro de 2024 e orçada em cerca de R$ 4,4 milhões, ainda não tem data para ser concluída. O contrato previa a entrega da obra em maio; depois, o prazo foi adiado para agosto. Agora, não há definição sobre a finalização e reabertura do parque, que está fechado desde o final do ano passado. A reforma da área externa custou quase R$ 5,4 milhões, e a fase atual contempla a maior parte das trilhas.
Com aproximadamente 70% das obras concluídas, a revitalização vai ficar R$ 442 mil mais cara, sendo R$ 243 mil referentes a um aditivo e R$ 199 mil a um reajuste contratual. O Consemma (Conselho Municipal do Meio Ambiente) aprovou, em reunião no dia 28 de julho, o uso de recursos do Fundo Municipal do Meio Ambiente para custear esse valor adicional. O pedido será atendido com dinheiro do Fundo porque a Itaipu Binacional, que financia cerca de 80% da obra (aproximadamente R$ 3,7 milhões), não autoriza novos repasses para contratos.

Segundo a Prefeitura, a atualização contratual não prevê novas intervenções no parque, apenas “ajustes de valores não previstos em planilha orçamentária que precisariam ser executados”. Inicialmente, o aditivo solicitado era de mais de R$ 460 mil, mas o valor foi reavaliado após a "retirada de alguns itens do aditivo que não afetariam a continuidade da obra", pontua a administração.

Ou seja, a manutenção completa da trilha da “Cuíca” — que vai até a antiga Usina Cambezinho, a primeira hidrelétrica de Londrina — e a reabertura dos caminhos que levam ao pé da cachoeira deverão ocorrer em uma nova etapa, ainda sem data definida.
Atualmente, o percurso está fechado e a usina, abandonada. Um portão foi instalado e deve restringir o acesso do público até que a revitalização seja concluída. O caminho preserva os sinais dos anos em que ficou isolado, com a vegetação crescendo por entre o calçamento.
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A FOLHA esteve no Arthur Thomas na tarde desta terça-feira (5) e confirmou que os trabalhos seguem em andamento. Operários faziam a instalação de pavers em alguns trechos no entorno do lago, e o espaço que receberá um restaurante também passa por melhorias — a Prefeitura de Londrina vai conceder o local para a iniciativa privada.

A empresa responsável pela obra enviou um pedido de prorrogação de prazo, alegando uma série de imprevistos no andamento da reforma. Inicialmente, a construtora solicitou 120 dias, mas a Sema (Secretaria Municipal do Ambiente) se manifestou contrariamente. A empresa, então, pediu reconsideração e propôs um novo prazo: 60 dias corridos, a partir de agosto, para concluir os trabalhos. Ainda não há definição sobre o pedido, mas a Secretaria Municipal de Obras estuda a possibilidade de prorrogar o contrato por no máximo dois meses, sem novos aumentos de valor.

REFORMA
Esta etapa da revitalização inclui a recuperação de trilhas, alargamento de calçadas, construção de ciclovia, reconstrução da tubulação de drenagem, reforma do restaurante, reconstrução de duas pontes de madeira, instalação de corrimãos e guarda-corpos, e implantação de 11 marcos de distância.
"Também serão instalados oito bebedouros e será feita a sinalização e comunicação visual, construção de sanitários, implantação de academia ao ar livre e de playground, colocação de iluminação nas trilhas e as reformas do Mirante da Cachoeira e do Centro de Educação Ambiental e Espaço Ipê. Será executada, ainda, a implantação de ilhas de descanso e de novos mobiliários urbanos", completa a Prefeitura.

O Arthur Thomas ocupa uma área de 86 hectares preservados de Mata Atlântica. Reconhecido como Unidade de Conservação desde 1994, o parque é um dos principais refúgios ambientais da cidade, reunindo uma rica diversidade de fauna e flora. Por conta das obras, o espaço permanece fechado para visitação.

