As obras de revitalização do Parque Nacional do Iguaçu, em Foz do Iguaçu, devem sofrer um atraso de, no mínimo, três meses. A primeira fase dos trabalhos, que inclui a construção de um Centro de Recepção de Visitantes, um estacionamento para carros e ônibus e uma sala de exposições, estarão prontas entre setembro e outubro deste ano.
No cronograma inicial, o complexo, orçado em R$ 6 milhões, estaria pronto entre junho e julho, época considerada de alta temporada turística. Mau tempo, problemas burocráticos internos no Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) durante o processo de licitação e uma liminar da Justiça Federal do Paraná interrompendo as obras, foram as causas apontadas pela direção do parque para justificar o atraso.
As máquinas e a madeira para a montagem de galpões pré-fabricados que abrigarão equipamentos e operários, deverão chegar hoje no terreno de 11 hectares, próximo a entrada do parque. A área já está preparada, com o desmatamento da vegetação rasteira e com as obras de terraplenagem concluídos. Árvores de grande porte foram conservadas para compor o projeto paisagístico.
Dois auditórios, um com capacidade para 120 lugares e outro para 300, serão construídos para a exibição de filmes informativos e educativos sobre o parque, além de servirem a eventos noturnos, como palestras, congressos e conferências.
O estacionamento terá espaço para 215 ônibus e 588 carros. Uma sala de 800 metros quadrados exibirá fotos e painéis com temática ecológica, completarão o complexo.
Segundo Júlio Gonchoroski, diretor da unidade, a conclusão da primeira fase é considerada prioritária. ‘‘É essencial para o conforto e a organização do fluxo de turistas’’, afirmou. O objetivo do Ibama é dobrar o faturamento da unidade e aumentar a permanência do turista na região. O Parque Nacional do Iguaçu é a unidade mais rentável do órgão. Em 1998, arrecadou R$ 4,8 milhões.
A segunda fase do projeto prevê reabertura de trilhas abandonadas, ampliação da rede de passarelas e mirantes e a implantação de um novo elevador panorâmico. Ao todo, o Consórcio Satis - formado por cinco empresas (três paranaenses e duas baianas) - deve gastar R$ 20 milhões para revitalizar a área. O pool venceu, no final do ano passado, a disputa para explorar comercialmente a reserva, de 185 mil hectares.

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