Curitiba - A Equipe da Delegacia de Homicídios de Curitiba pode ter finalmente desvendado o assassinato do promotor de Justiça Roberto Moellmann Gonçalves Barros, 39 anos. Ele morreu em casa, no dia 15 de fevereiro, com uma facada no pescoço. Preso no final de fevereiro, o técnico em informática Adriano Allpinhak, 27, chegou a acusar um amigo, Anderson Marola, 29, e um terceiro envolvido, de nome Marcos, de terem participado do crime. Mas, anteontem, a versão mudou. ''A primeira história foi fantasiosa e ele confirmou que participou sozinho do crime'', revelou o delegado titular da Delegacia de Homicídios, Aprígio Paulo Cardoso.
Quando foi preso, Allpinhak contou à polícia que teria ido à casa do promotor durante a noite, com os parceiros escondidos no carro. Simulando um assalto, os três invadiram a casa e levaram Moellmann até o quarto da empregada, onde ele foi morto. Na ocasião, Allpinhak afirmou que o planejado era levar somente o dinheiro do promotor e não matá-lo.
Anteontem, em novo depoimento, o acusado desmentiu a versão. ''Os dois se conheceram em uma sauna e tornaram-se amigos. Mas, no dia do crime, houve um desentendimento. Allpinhak estava armado e desferiu coronhadas contra Moellmann, que correu para o quarto de empregada, onde caiu. Nesse momento, Allpinhak desferiu um golpe no pescoço da vítima, usando uma faca da cozinha'', detalhou.
De acordo com ele, Allpinhak estaria em dificuldades financeiras na época e, no dia seguinte ao assassinato, fez dois saques com cartões do promotor, que totalizaram R$ 1,5 mil. Câmeras dos bancos gravaram as ações e as imagens foram utilizadas na investigação.
Quanto ao envolvimento das outras duas pessoas, a intenção era dividir a responsabilidade do crime. ''Allpinhak sabia que o Marola era envolvido em outros crimes e o denunciou. Ele continua preso porque tinha um mandado de prisão em aberto, por causa de outros delitos. Já o outro pode ser uma invenção, pois em nenhum momento Allpinhak revelou sequer o sobrenome dele'', explicou o delegado, que pediu à Justiça a prisão preventiva do acusado.

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