Hoje à noite muitos vão se reunir em vários locais do mundo para aguardar os ponteiros dos relógios marcarem meia-noite e comemorar a entrada em 2011. Mas nem todos estarão em clima de festa. Representantes de profissões que não podem parar, como médicos, seguranças, músicos, entre outros, estarão cumprindo expediente, como se fosse em um dia ''normal''.
Na casa dos Vareschi, em Sertanópolis (Norte), há aproximadamente 10 anos a reunião da família esbarra no ofício de dois irmãos: Diego e Vinícius. ''Somos em três irmãos lá em casa e nossos pais tiveram que se acostumar com a ideia de não nos ter nessas datas'', destaca Vinícius. ''A gente está longe, mas sempre ligamos para matar a saudade'', diz Diego.
Trocar a família pelos shows não é fácil, concordam. Mas a rotina fortaleceu os laços entre os 12 integrantes da banda e ajuda a superar a falta dos parentes.
Outro ponto fundamental para que os rapazes vençam qualquer sentimento ruim no dia da festa, é que são irmãos. ''Se fôssemos amigos seria pior. É difícil entrar em acordo com uma pessoa que não foi criada à mesma maneira que você'', pondera Vinícius.
Para a virada de 2011, ficou decidido que a festa da dupla sertaneja, que já tem três discos lançados, será no Escritório Bar em Londrina. E pela proximidade do município com Sertanólis, uma provável caravana de familiares, vem por aí, pelo menos é o que esperam.
Linha direta
Durante a noite de Réveillon, o supervisor de segurança Marcelo Maia vai monitorar os postos de trabalho de outros colegas que atuarão como guardas em empresas e condomínios de Londrina.
Funcionário da empresa Fiel há dois anos, será a primeira vez que passará a virada longe da família. ''Em 2009 trabalhei no Natal e foi estranho. Acho que este ano não vai ser diferente, porque são festas que as pessoas passam com a família'', opina.
De acordo com Maia, ele cuidará de aproximadamente 300 funcionários espalhados pela cidade no serviço em que, segundo ele, uma falta pode trazer prejuízo. ''Fazemos o serviço por escala e, se alguém não comparece, atrapalha muito porque terei que deslocar alguém para cobrir a vaga.''
Não ter os familiares para desejar um feliz ano novo, não será fácil. Para contornar a vontade, Maia pretende cumprimentar os amigos no trabalho e dar uma ligadinha para casa.

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