Réus são condenados a mais de 23 anos
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quarta-feira, 01 de julho de 1998
Paulo Ubiratan 
Os réus Jairton da Silva Aleixo, 37 anos, e Divino Aparecido de Lima, 29 anos, conhecido por Maringá, foram condenados anteontem pela Justiça de Cambé (13 km a oeste de Londrina). Ambos foram condenados por crime de latrocínio (matar para roubar) contra o russo Kusma Ovchinnikov, 36 anos, e seu filho Sava, de 2 anos, ocorrido em junho do ano passado, nas proximidades do pontilhão do trevo da PR-445, na periferia daquela Cidade. Jairton recebeu pena de 23 anos e seis meses, e Maringá, de 25 anos e seis meses, em regime fechado. A defesa dos réus poderá apelar da sentença.
O juiz substituto da Vara Criminal de Cambé, Abílio Thadeu Melo Sodré de Freitas, absolveu os dois réus por formação de quadrilha, conforme solicitou em sua denúncia o promotor substituto, João Akira Omoto. O processo foi desmembrado em mais duas partes em que responderão separadamente pelo mesmo latrocínio, o motorista da Polícia Civil de Londrina, Jovacir Pereira Junior e Vanderlei Soares, conhecido como Vagalume. Hoje, às 15 horas, ele será interrogado pelo juiz Sodré de Freitas.
SentençaDivino Lima: pena em regime fechadoVagalume foi preso no último dia 17, na zona norte de Londrina. Na época do crime ele chegou a ser preso e interrogado pela polícia, mas depois foi liberado porque sua prisão preventiva não foi pedida a tempo. O outro acusado de envolvimento no crime, Reinoldson Gomes Ferreira, o Rei, foi morto pela polícia durante um tiroteio no dia 21 de fevereiro em Arapongas. Ele estava foragido do 3º Distrito Policial de Londrina. O processo contra o policial Jovacir ainda está em instrução (sendo montado) e falta ouvir por carta precatória (fora de Cambé) parte das testemunhas de defesa.
O crime revoltou a opinião pública da região, pela forma que foi executado. Kusma estava negociando a compra de um caminhão de Jovacir por intermédio de Jairton. Na hora de fechar o negócio - em um posto de gasolina na zona oeste de Londrina - ele foi sequestrado e morto, junto com o filho, por Maringá e Rei. Os dois roubaram os R$ 15 mil que Kusma trazia para pagar uma parte do negócio. O crime ocorreu no interior de um Corsa, de propriedade do russo, em que estava também a sua mulher, que conseguiu escapar dos tiros. Segundo os autos do processo, Jairton contratou os dois para roubar a vítima. Na hora do roubo, ele se afastou do local, alegando que iria buscar as chaves do caminhão para entregá-lo a Kusma. O policial Jovacir está sendo denunciado por emprestar o caminhão, que serviu como chamariz para o roubo.


