O homicídio de Roberto Carlos Pereira, o Beto Branco, que ocorreu há 11 anos no Jardim União da Vitória (zona Sul), vai a julgamento hoje à tarde no Tribunal do Júri de Londrina. Estarão no banco dos réus o porteiro Zuza José Luciano, 51 anos, e os irmãos Natalício e Natalino Pereira da Silva, respectivamente de 31 e 30 anos. Eles respondem ao processo em liberdade. Ontem, o julgamento do bioquímico Márcio Vale Giovanetti, acusado de ter matado Daniel Hermes Fleuringer, foi adiado. O crime ocorreu por causa de um acidente de trânsito na Avenida Higienópolis, em 1987.
No julgamento de hoje, os réus negam a autoria do crime, segundo o advogado de defesa Luiz Tavanaro Gaya. Beto Branco foi morto com um tiro atrás da orelha em 3 de abril de 1991 e sua morte envolveu, além dos réus, outras três pessoas: Valdomiro Alves de Azevedo, o Dênis, já falecido; o detento Jovis da Silva, o Caroço, e Antônio Carlos da Silva, o Maringá, que está foragido. De acordo com o processo, seu corpo foi encontrado pela mulher Rosimeiri de Petrici embaixo de uma árvore nas proximidades de sua casa.
Na época, segundo o advogado, Jovis da Silva assumiu a autoria do crime. ''Eles tinham uma rixa antiga'', comentou Gaya. De acordo com advogado, no dia do crime, o Maringá foi à casa de Beto Branco e chamou-o por volta de 22h30. Quando Rosimeiri abriu a porta, Maringá deu um tiro para cima. Assustada, ela correu para a vizinhança em busca de socorro. Ao voltar, não encontrou mais o marido em casa. Ele já estava morto, alguns metros dali.
Já o julgamento de Márcio Vale Giovanetti, hoje com 37 anos, foi adiado por cinco vezes. Desta vez, conforme Gaya, o adiamento ocorreu porque o réu não foi intimado para a sessão de julgamento. ''Não se trata de omissão. Houve uma falha processual'', afirmou o advogado. O crime ocorreu há 15 anos e o acusado responde o processo em liberdade. Na época, Márcio tinha 22 anos e estava com seu Opala, estacionado por volta de 1h30 da madrugada, em frente uma imobiliária que já não existe mais.
O local do crime seria hoje nas proximidades do Pátio São Miguel. Um outro veículo Santana se aproximou e bateu no seu carro. Conforme Gaya, para evitar que eles fugissem, ele sacou uma pistola calibre 7,65, atingindo o pedestre Daniel, que nada tinha a ver com o incidente. O motorista do Santana, placas de São Paulo, nunca foi identificado. O julgamento deverá ser marcado, provavelmente, para fevereiro do ano que vem.

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