Reunião tenta trégua na greve da UEL
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sábado, 08 de dezembro de 2001
Célia Guerra<br>De Londrina 
O arcebispo de Londrina Dom Albano Cavallin e outros representantes da sociedade civil organizada reúnem-se hoje, às 10 horas, com o comando de greve da Universidade Estadual de Londrina (UEL). A comissão tentará negociar uma trégua na paralisação iniciada em 17 de setembro a fim de que o vestibular de verão possa ser realizado.
Durante o final de semana representantes do movimento grevista estarão entregando panfletos sobre o movimento e conversando com a população mos mercados, feiras e até mesmo nas casas.
Na semana que vem, o comando estadual das universidades pretende intensificar as negociações com o governo. Os grevistas, de acordo com o professor Kennedy Piau, da comissão de ética, esperam que um índice de reajuste seja anunciado antes de sexta-feira, quando se iniciam as férias da Assembléia Legislativa.
Piau garante que não haverá volta ao trabalho sem que se saiba o valor de aumento previsto. ''Nossa greve já ultrapassou 80 dias, e não gostaríamos que ela se estendesse até o ano que vem.'' Ações radicais como a greve de fome anunciada no final do mês, continuam sendo estudadas pelos grevistas.
Na assembléia conjunta de servidores e professores realizada ontem o presidente do Sindicato dos Professores (Sindiprol), César Caggiano Santos, repassou informações sobre as discussões realizadas com secretários de Estado nos últimos dois dias em Curitiba. O governo, apesar de acenar possibilidades de negociação, mantém a decisão de que o valor de reajuste de salários só deverá sair em fevereiro do ano que vem. O reajuste não deverá ser linear, mas de acordo com a categoria dos servidores.
O movimento reforça o convite à população para que participe do ato público programado para o próximo dia 12, às 17 horas, no Calçadão de Londrina. A intenção é reunir toda a comunidade universitária, pais de alunos, pacientes dos hospitais Universitário e de Clínicas e pessoas que apóiem a paralisação.


