Israel Reinstein
De Curitiba
A primeira reunião do corregedor da Polícia Civil, Marco Antônio Lagana, com o Conselho Superior da Polícia Civil foi adiada por problema de agenda. Ontem, nove dos 17 conselheiros não puderam comparecer, alegando possuir outros compromissos agendados. Na pauta da reunião, estava prevista a avaliação do provimento criado pelo antigo corregedor Annibal Bassan Júnior, que freia o abuso de autoridade e cobra mais critério da Polícia Militar na hora de efetuar prisões em todo o Estado. Essa medida administrativa foi uma das causas do desligamento de Bassan Júnior e de outros 12 delegados.
Segundo a assessoria de imprensa da Polícia Civil, a reunião foi marcada para a próxima terça-feira pela manhã. A delegacia geral da Polícia Civil, por meio de sua assessoria, nega que o cancelamento da reunião esteja vinculado a discussão do provimento. Também o secretário de Estado da Segurança Pública, Cândido Martins de Oliveira, descarta qualquer tipo de associação.
Para Oliveira, as saídas de Bassan Júnior; do diretor da Escola de Polícia, Adauto de Oliveira; e de 12 delegados da Corregedoria não podem ser associadas ao provimento ou à unificação das polícias. O secretário entende que elas apenas coincidiram com período em que aconteceu o conflito entre as polícias Civil e Militar.
No entanto, para os policiais civis, a revogação do provimento é como uma vitória do coronel da PM Luiz Fernando de Lara dentro da Secretaria de Estado da Segurança. Essa posição deixaria o comando da PM mais forte durante a discussão de unificação das polícias. O decreto criando o ‘‘Grupo de Unificação das Polícias’’ foi baixado pelo governador no dia 9 de agosto. No entanto, até o momento, o secretário da Segurança não nomeou os delegados e coronéis desse grupo. (Colaborou James Alberti)

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