Reunião, ontem, era aguardada com expectativa
Sem as mínimas condições de segurança, os vendedores que ocupam as calçadas próximas ao Terminal Urbano de Londrina correm o risco de perder o lucro do mês por causa de algum descuidista. Foi o que aconteceu no mês passado com Orlando da Silva, que expõe em sua banca vistosos relógios de R$ 10,00 cada importados do Paraguai. Orlando teve três deles furtados por menores que nos finais de tarde ocupam a Praça Rocha Pombo. Foi embora o meu lucro do mês.
Orlando, junto com Valdir Martins Pereira e Artur Rodrigues Taborda, tinham a expectativa de algum aceno do poder público ontem à tarde, durante reunião da Associação dos Camelôs que havia sido agendada com o prefeito em exercício Jorge Scaff (PSB), de alguma solução para os vendedores que estão espalhados pela região. Mas a reunião foi cancelada, conforme anunciou a assessoria de imprensa da prefeitura de Londrina, e ainda não tem nova data definida. A expectativa era de definição de um local para a instalação de um novo camelódromo em Londrina, já que a possibilidade de utilização das margens da Praça Rocha Pombo foi descartada.
Valdir é dono de um banquinha que vende, no canto da calçada da Avenida São Paulo, calcinhas vindas de São Paulo a R$ 1,50 cada. Artur, que tem 60 anos e está no ramo há 15 anos, vende quinquilharias. Ele diz que é arriscado trabalhar com produtos de valor elevado em uma banca improvisada. Artur foi um dos camelôs que pressionou a prefeitura a construir o atual camelódromo. Hoje luta por um local para abrigar as pessoas que estão nas ruas. São 140 famílias nessa condição. Para abrigar todas elas, que somam cerca de 600 a 700 pessoas, teria que vir a Londrina uma grande indústria. Mas isso é impossível. E por serem pessoas que comem, bebem e educam seus filhos com o pouco que ganham da vende de importados, devem ter um local apropriado para trabalhar, afirma. (W.O.)





