Reunião no IAP define retirada
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segunda-feira, 06 de outubro de 1997
Curitiba 
Informações desencontradas marcam o tratamento que o Instituto Ambiental do Paraná (IAP) e a Ambiência Engenharia de Recursos Ambientais estão dando ao caso do lixo químico industrial depositado irregularmente num galpão em Colombo, na Região Metropolitana de Curitiba. Depois de 16 meses armazenado, o material - que oferece risco de explosão e intoxicação - teve licença para retirada há duas semanas, mas nem a empresa nem o IAP informam quando isso será feito.
O caso é objeto de inquérito na Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente. Os resíduos, suficientes para encher 30 caminhões, deveriam ter sido queimados em fornos de cimento em Rio Branco do Sul. Foram colocados no galpão às margens da BR-116 sem licença ambiental e lá ficaram, com conhecimento do IAP, ameaçando a vizinhança.
Ontem o diretor comercial da Ambiência, Cid Parigot de Souza, disse que participa hoje de uma reunião no IAP, para acertar o cronograma final da retirada. Mas, contraditoriamente, afirmou que a retirada começou sexta-feira e foi prejudicada ontem pela chuva. Ele disse não saber quanto já foi retirado e não explicou porque o trabalho começou antes da entrega do cronograma.
A delegada Valéria Padovani de Souza determinou ao IAP que supervisione a retirada do material, para evitar acidentes. Na última quinta-feira, o chefe do Departamento de Fiscalização e Controle de Poluição do IAP, Mário Sérgio Rasera, disse que o cronograma seria entregue pela Ambiência no dia seguinte e que a fiscalização ficaria a cargo do escritório regional de Curitiba. Ontem, o chefe do escritório, Romão Kawa, informou que não está cuidando do caso.


