Na tentativa de convencer os camelôs da Avenida São Paulo e Leste/Oeste a mudarem para o prédio da loja Móveis Paulista, o presidente da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), Wilson Sella, pode até abandonar a proposta de um shopping popular. Como os ambulantes afirmam que não querem deixar de ser camelôs, o presidente da CMTU não fala mais em shopping: ''Nada impede que a gente monte um camelódromo no local. O que os ambulantes precisam mudar é o conceito de comercialização. Eles precisam aprender a buscar público'', diz.
De acordo com Wilson Sella, a saída dos camelôs da Leste/Oeste e da Avenida São Paulo já está definida, falta apenas escolher um novo local. A prefeitura continua insistindo em alugar o prédio da loja Móveis Paulista, na esquina das ruas Sergipe e Mato Grosso (centro). ''Não vamos ter outra oportunidade de um local tão adequado para um shopping popular'', afirma.
Foi realizada no sábado a primeira reunião do grupo de estudos formado por representantes do camelódromo e da CMTU para estudar a viabilidade do shopping popular. Mas o encontro não trouxe definição.
Apesar de reconhecer que os camelôs continuam resistindo à idéia de serem transferidos, o presidente da CMTU está otimista. Ele acredita que tudo vai estar definido em pouco tempo e que a mudança do camelódromo pode acontecer até setembro. Sella disse também que vai tentar viabilizar uma quantia em dinheiro, da prefeitura, para custear uma campanha de marketing divulgando o novo espaço dos camelôs. ''Vou conversar com Nedson (o prefeito Nedson Micheleti) sobre isso ainda esta semana'', garantiu.
Esta semana o grupo de estudos deve fazer uma nova reunião com a CMTU, que pretende usar a mesma estratégia para negociar com os ambulantes da Avenida São Paulo: ''Queremos que eles também formem uma comissão nos próximos dias para estudar o empreendimento com a gente'', informou Sella.

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