Reunião não aponta soluções
A reunião sobre remédios fraudados, organizada pela Secretaria de Estado da Saúde, ontem, não definiu uma estratégia comum para o combate do produto falsificado. Apenas serviu para que cada órgão participante pudesse informar de que forma pode ajudar no controle do setor. Uma estratégia conjunta deve ser definida no próximo encontro, marcado para 1º de julho. Atualmente, todas as entidades envolvidas já realizam de maneira pontual o seu controle, mas queremos criar mecanismos, como uma linha telefônica exclusiva, para centralizar as ações específicas, sugeriu o secretário da Saúde, Armando Raggio.
Ontem, o diretor do Centro de Saneamento e Vigilância Sanitária, Celso Rúbio, disse que a intenção era encontrar os pontos fracos da cadeia de comercialização de medicamentos. O item mais criticado foi o controle sobre os representantes. Uma grande empresa, por exemplo de sorvetes, põe seu produto no mercado apenas em frigoríficos que tenham a sua marca. Essa mesma atitude queremos cobrar das indústrias farmacêuticas, disse Rúbio. Em sua avalição, a indústria precisa ser responsável pelo produto final.
O presidente do Sindicato do Comércio Varejistas de Produtos Farmacêuticos, David Gutowski, afirmou que o maior problema estaria nos hospitais e não nas farmácias. Nos 4 mil estabelecimentos do Estado, os próprios farmacêuticos percebem quando existem problemas.
Da mesma forma, a Polícia Federal vai passar a disponibilizar os dados levantados de roubos de cargas ou fraude de medicamento em outros Estados. Na reunião, foi entregue uma lista com mais de 50 produtos falsificados.
Caso HC - O promotor de Defesa do Consumidor, Ralph Luiz Vidal dos Santos, disse que o Ministério Público solicitou a análise do produto Androcur, encontrado no Hospital das Clínicas. Dentro de dez dias, vamos ter a confirmação da falsificação.Marcelo AlmeidaO secretário Armando Raggio participa da reunião sobre medicamentosIsrael Reinstein





