O trabalho de abordagem a menores de rua foi definido durante reunião realizada na terça-feira, com representantes das polícias Militar e Civil, Conselho Tutelar, Ministério Público, Secretaria Municipal de Ação Social e Vara da Infância e Juventude. O serviço será realizado frequentemente, pelo menos até o final do mês.
Na próxima terça-feira está marcada nova reunião para fazer uma avaliação do serviço. Mas o presidente do Conselho Tutelar, Júlio Botelho, adianta que surgiram algumas falhas, logo na primeira noite da abordagem. Ele cita como exemplo a falta de motoristas para conduzir de volta os menores de outros municípios.
Júlio Botelho ressalta que o trabalho de abordagem é bastante desgastante e que não adianta tirar os menores das ruas se não houver todo um trabalho para encaminhar tanto as famílias como as crianças e adolescentes para programas deatendimento. ‘‘As crianças retornarão para as ruas’’, afirma. Segundo ele, no ano passado, na mesma época, havia 126 menores nas ruas. Agora, o número aumentou para 233.
O juiz da Vara da Infância e Juventude, Dimas Ortêncio de Mello, concorda com o presidente do Conselho. Ele observa que a partir de agora, o principal trabalho é o que será desenvolvido pela Secretaria de Ação Social. A listagem com os menores de rua apreendidos seria encaminhado ainda ontem para a Secretaria para verificar em quais programas eles poderiam ser encaixados.
Dimas de Mello diz que ontem conversou por telefone com a secretária de Ação Social, Marisa Goettel do Nascimento, para falar sobre o trabalho de abordagem. Ela está em Curitiba e deve voltar hoje para Londrina.
Segundo o juiz, os casos dos menores que forem abordados três vezes serão encaminhados para o Ministério Público, que poderá solicitar abertura de inquérito policial. Os pais poderão ser responsabilizados pelo crime de abandono material.
(Lucília Okamura)

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