A ameaça de fechamento do Hospital Universitário (HU), feita pelo comando de greve dos servidores, levou a diretoria do hospital, reitoria da Universidade Estadual de Londrina (UEL) e Secretaria Municipal de Saúde a se reunirem ontem à noite na Promotoria de Defesa dos Direitos Constitucionais e da Saúde Pública, para discutir uma saída menos drástica e que não prejudique o atendimento à população.
Diante da intenção do comando de greve de interditar o acesso ao HU pelo portão central, o temor era de que pacientes com risco de vida ou os transportados pelo Siate não fossem atendidos. A presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Saúde (Sindsaúde), Ana Maria da Cruz, garantiu após o término da reunião que o atendimento a pacientes com risco de vida será mantido. Uma reunião amanhã de manhã deve decidir como se dará o fechamento do portão do HU, a entrada dos servidores e a triagem de pacientes e acompanhantes. Na sexta-feira, a proposta será levada à assembléia unificada dos servidores.
O promotor Paulo Tavares afirmou que a reunião foi pedida porque o Ministério Público está apreensivo em relação à continuidade dos serviços emergenciais do HU, independentemente da greve. ''É uma apreensão e não gostaríamos de tomar medidas mais drásticas'', pontuou. O secretário municipal de Saúde, Silvio Fernandes, completou que a reunião visou prevenir a omissão de socorro e até mortes.
O diretor superintendente do HU, Cláudio Camacho, revelou que desde o início da greve vem conversando com o Ministério Público. ''Procuramos manter o mínimo de pessoas trabalhando'', afirmou. Desde o início da greve, em 17 de setembro, o Hospital Universitário deixou de realizar oito mil consultas e cerca de 400 cirurgias. A média de atendimento de 200 pacientes por dia caiu para 30.

mockup