Donos de postos de combustíveis de Londrina estão se armando para combater os ladrões que aterrorizam a cidade. ''Nossa situação é desesperadora. Estamos vivendo numa guerrilha'', afirmou o empresário do setor Reinaldo Martins Siqueira. A falta de segurança na cidade, motivou uma reunião ontem na Câmara Municipal entre proprietários de farmácias e postos de combustíveis.
Os comerciantes estão alarmados com a frequência de roubos e revoltados com a atuação das Polícias. Segundo o presidente da Associação Comercial e Industrial (ACIL), Jorge Hiraiwa, as reclamações vêm de todos os setores, mas, há um consenso de que as farmácias são o principal alvo dos assaltantes. De acordo com o presidente do Sindicato das Farmácias de Londrina (Sinfarlon), Jefferson Proença Testa, cerca de 60 estabelecimentos foram roubados em setembro, o que equivale a uma média de dois a três por dia. Apesar disso, Proença descarta a possibilidade de pegar em armas para se defender.
Durante a reunião vários empresários reclamaram da dificuldade de manter os funcionários trabalhando à noite. ''Precisamos que as rondas policiais sejam mais ostensivas, principalmente depois das 18 horas'', sugeriu Nilo Morishita.
Outra sugestões levantadas foram apoio da Vara da Infância e Juventude para coibir a participação de menores no crime; fiscalização de todos os veículos sem placa, em especial, as motocicletas; uso de helicóptero; atenção redobrada do efetivo policial e melhoria no sistema de comunicação com a população.
Hiraiwa disse que a Acil tem uma plano para enfrentar os ladrões, mas só vai divulgar o conteúdo quando tiver o parecer da assessoria jurídica. ''Isso deve acontecer daqui a 15 ou 20 dias''. Até lá, os comerciantes finalizarão uma pauta de reivindicações que deverá ser entregue ao secretário de Estado da Segurança Pública, José Tavares, numa audiência pública marcada para o próximo dia 31.

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