Uma audiência pública hoje a partir das 15 horas na Câmara de Vereadores vai discutir a implantação do sistema de cotas para estudantes de escolas públicas e negros nas universidades. O objetivo é ampliar o debate sobre a recente política de sistema de cotas adotada por algumas universidades brasileiras e, em especial, a proposta defendida pela administração da Universidade Estadual de Londrina (UEL).
Durante a audiência, a proposta da UEL será apresentada pelo pró-reitor da Coordenadoria de Ensino e Graduação, professor Jairo Queiroz Pacheco. A administração da universidade defende a reserva de 40% das vagas dos cursos de graduação para estudantes que cursaram o ensino médio integralmente em escolas públicas, sendo que 20% desta cota se destinará para estudantes negros. A medida deve vigorar por 10 anos e já vale para o vestibular de 2005. A proposta está sendo discutida com a comunidade universitária e a decisão caberá ao Conselho Universitário, que deve ter uma definição até o mês julho.
Convidada para participar da audiência, a professora e doutora em Antropologia Social pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Yvonne Maggie, vai falar sobre as possíveis causas e consequências que estão levando as universidades brasileiras a adotarem o sistema de cotas.
Foram convidados também o presidente da Subseção da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB Londrina), José Carlos da Rocha, a presidente do Conselho Municipal da Comunidade Negra de Londrina, Vilma dos Santos Oliveira, representantes do Ministério Público, do Núcleo Regional de Ensino, secretarias Municipal e Estadual de Educação, conselhos municipais e estaduais de educação; associações de professores, associações de pais e mestres; entidades estudantis do sistema público e particular de ensino, sindicatos e outras entidades.

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