Cerca de 620 médicos ligados ao Departamento de Convênios da Associação Médica da Londrina vão discutir hoje, em assembléia às 19 horas, na sede da AML, a proposta para restabelecer o atendimento aos beneficiários dos planos de autogestão, feita pela Associação das Entidades Paranaenses de Benefícios Assistenciais (Assepas) e Comitê de Integração de Entidades Fechadas de Assistência à Saúde (Ciefas), superintendência estadual do Paraná.
O diretor do Departamento de Convênios da AML, Pedro Garcia Lopes, afirmou ontem que os profissionais ligados ao departamento não poderão atender qualquer plano de saúde ou convênio que não tenha contrato assinado com a AML. ‘‘Os médicos que não quiserem seguir as regras do departamento terão que deixá-lo’’, avisa Lopes.
Ele informou que, em vez de contratos individuais entre médicos e planos de saúde, serão firmados a partir de agora contratos coletivos através da AML. Os médicos, ele observa, terão que se adaptar à situação atual. Ele afirmou que os profissionais que se desligarem do departamento ‘‘simplesmente vão fazer o atendimento dos convênios que não estão relacionados conosco’’.
O diretor destaca que várias empresas já fecharam contrato com o Departamento de Convênios e que, no caso das que não têm condições de arcar com o contrato, a saída será o serviço público. ‘‘Quem tem plano de saúde é responsável por ter corpo médico. Não somos empregados deles.’
Questionado sobre as pessoas que não têm condições de pagar as consultas, Lopes disse que devem recorrer ao Sistema Único de Saúde (SUS), ‘‘como a própria associação recomendou’’. O diretor da AML afirmou que a Assepas foi procurada para negociar o contrato mas não houve acordo. Ele entende que a decisão de implantar a Lista de Procedimentos Médicos em Londrina deu resultado ‘‘porque aqui a classe está bem articulada’’.
Sobre uma carta encaminhada aos médicos, no dia 1º de julho, orientando para fossem atendidos somente seis planos de saúde ‘‘legalizados’’, e a orientação para encaminhamento de pacientes aos serviços de diagnósticos que estejam seguindo as ‘‘normas do Departamento de Convênios’’, Lopes justificou dizendo que alguns laboratórios têm procedimento incompleto. ‘‘Estamos garantindo a qualidade do serviço.’
(Luka Morais)

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